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Credi-Nino e Santa Terezinha: vizinhos da Rosário dão adeus juntos

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25 de março de 2019
Loja de móveis, que já vendeu até Lambretta, tinha 71 anos de atividades e a papelaria, 47 anos

Dois vizinhos de calçada da rua do Rosário, no Centro, curiosamente fecham suas portas juntos: o Credi-Nino, no número 397, e a Santa Terezinha, no número 543.

A loja de móveis abriu nesta segunda-feira (25) à tarde para liquidar seu estoque e a papelaria nem isso fez, pois permaneceu de portas fechadas.

São dois dos mais tradicionais comércios de Jundiaí que não resistiram à crise econômica que afeta o Brasil.

O Credi-Nino, nome fantasia da C.N.M. Serviços e Montagem de Moveis Ltda - Me, foi criada por Tolmino Fabrício, filho de imigrantes italianos que entrou para os negócios com uma pequena padaria na Vila Arens, na década de 40.

Depois, em 1948, Tolmino montou uma loja na rua Barão de Jundiaí de eletroeletrônicos, que a partir de 1959 ganhou a companhia de móveis e eletrodomésticos. Foi em 13 de novembro de 1969 que o Credi-Nino transferiu-se para a rua do Rosário.

A loja, inclusive, chegou a vender Lambrettas. Tolmino, por sua vez, foi presidente da ACE - Associação Comercial Empresarial - entre 1983 e 1984.

O Credi-Nino possuía uma loja de 2.000 m², que nos últimos anos passou a ser chamada de shopping dos móveis de Jundiaí, contando ainda com centro logístico 3.000 m² no bairro dos Fernandes.

A empresa trocou de mãos entre suas gerações sem nunca deixar de ser familiar nestes 71 anos de atividades.

Inclusive a Câmara Municipal ofereceu a Ordem do Mérito "Comendador Giuseppe Franco", em novembro de 2018, a Tildemeio Fabrício, o "Tuto", que começou a trabalhar aos 13 anos de idade na loja do pai e que vinha sendo seu administrador nos últimos anos. Esse prêmio é para empreendedores de sucesso.

HISTÓRIA QUE SE APAGA

A Papelaria Santa Terezinha, na Rua do Rosário 543, era o nome fantasia da Francisco Siqueira Filho & Cia Ltda, aberta em 21 de fevereiro de 1972.

Funcionou como comércio varejista de artigos de papelaria e até como livraria durante décadas seguidas com Maria Rita de Cassia Siqueira Cezar e
Francisco Siqueira Filho, liderando as vendas em Jundiaí. Mas a concorrência aumentou e a empresa não resistiu a atual crise.

A família Siqueira esta no ramo de negócios desde os anos 30, vale lembrar, e ainda mantém postos de combustíveis em operação na cidade.

Fotos: Reprodução Facebook
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