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De volta às serestas

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18 de novembro de 2017
Por Guaraci Alvarenga

Fomos a Conservatória, no Rio de janeiro. A localidade é um pequeno distrito da cidade de Valença. Cercada por fazendas dos antigos barões do café, seus habitantes, não mais que cinco mil pessoas, preservam com naturalidade uma das raízes douradas do nosso cancioneiro popular: as serestas.

O pequeno distrito, cravado entre morros, com suas casas simples, ruas apertadas, calçadas estreitas, no entanto respira  uma magnitude de romantismo, não mais encontrado nas grandes cidades.

Com a gravação das novelas "Escrava Isaura", "O Feijão e o Sonho" e "Paraíso", nos antigos e bem cuidados casarões e capelas, a televisão Globo descortinou o lugar para os mais distantes viajantes.

Fizemos a longa viagem. A nossa turma, cinco casais, que carinhosamente chamamos de “família”, se formou nos tempos do curso de Direito, já algum tempo atrás. A afinidade contraída nos bancos acadêmicos fortaleceu os laços de amizade, que na sorte a mão do tempo não ousou arrebentar.

Percorremos o bucólico lugar.  O ambiente entoa as musicas românticas em cada canto. Chico Buarque canta com Orlando Silva, Francisco Alves com Roberto Carlos...

A antiga estação ferroviária, o túnel “que chora” e a velha locomotiva Maria Fumaça são pura saudade. Há ainda uma réplica do Cine Metro, cinema de luxo que marcou época nas capitais de São Paulo e Rio. A arquitetura, seus lustres, o tapete vermelho, as poltronas confortáveis, a sala de espera estão ali. A tela “cinemascope” também.

Em suas ruas mal traçadas, os extremos se tocam. Cessam os contrastes.

A aristocrata Élida Furtado pisava com seu salto alto o calçamento “pé de moleque” com a mesma classe de quem andou por Paris. Vi os olhos de Renato Furtado brilhar, ao comprar um pequeno travesseiro para sua mais nova neta, com os dizeres: “sou do vovô”.

Por falar neste dourado casal, gostaria de render-lhes minha humilde  homenagem de grande amizade e de maior afeto. Foi no centenário Mosteiro de São Bento a comemoração de suas Bodas de Ouro. 50 anos. Parece que o tempo passou. Só não passou o amor, o doce amor que fez nascer esta bela família dos Furtados!

Que a oração da homilia do sacerdote de Deus, permita Jesus conceder o melhor vinho de suas vidas por uma vida longa com muita saúde!

Finalizo este artigo com as palavras deste conceituado médico Renato Furtado ao nos recepcionar em sua vivenda, no sopé da Serra do Japi: "Queridos amigos, obrigado pela presença e palavras elogiosas, por terem alegrado nossa festa". E completou: "As mais belas coisas não podem ser vistas, nem tocadas. Há que senti-las no coração! Assim é a amizade que nos une. Vamos festejar a vida!"

Parabéns, Renato e Elida! Estaremos aguardando as Bodas de Diamante.

Guaraci Alvarenga é advogado
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