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Dú Roveri: sangue bom que foi embora cedo demais

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5 de setembro de 2017
Jundiaiense agora dá nome a Unidade de Aféreses do Hemocentro da Unicamp

EDUARDO GASPAROTTO ROVERI

*1964 +2017

"Vida? Frágil. Intensa. Deslumbrante. Delicada e inconstante, mas, às vezes, revoltante. Como assim você se foi sem mais nem menos?"

Essa é a despedida que Murilo Guarnieri Roveri deixou registrada no facebook para o pai. Eduardo Gasparotto Roveri foi embora aos 53 anos. Foi pilotando sua motocicleta em um final de tarde de domingo, sem dar adeus para a mulher Rosalva ou aos três filhos - era pai de Danilo e Thiago também.

Veio de Campinas para Jundiaí rever os amigos e na volta se envolveu em acidente na chegada à cidade em que morava há duas décadas.

Tinha família em Campinas e uma história na área de saúde. Tanto que ganhou uma homenagem e tem seu nome batizando agora a Unidade de Aféreses do Hemocentro da Unicamp.



Dú Roveri, como era chamado pelos amigos, morou a infância (foto acima) e parte da juventude na Vila Rio Branco, onde colecionou amigos. Cícero César contou que era uma figura única e especial. "Se ele gostava de alguém, sempre deixava isso muito claro nos gestos e nas palavras", conta. Marco Zamboli Gobi emenda: "Nunca será esquecido".

José Arnaldo de Oliveira lembra que Dú era vizinho da lendária Cantina do Jarbas e que fazia parte de uma geração que viveu tempos nos quais se podia passar a madrugada com amigos na calçada da rua cantando sucessos da MPB ao violão".

Corintiano roxo, Eduardo fez biomedicina em Araras, formado pela turma de 1988. Trabalhou no Hospital Paulo Sacramento de Jundiaí e depois foi para a Unicamp. Paralelamente, estudou e se formou em veterinária. Dedicava parte do dia ao Hemocentro e outra a um trabalho inovador de coleta de plasma de cavalos em Jaguariúna.



Aférese é um procedimento no qual um componente sanguíneo é separado e tirado do organismo com a finalidade de remover uma substância anormal ou presente em excesso na circulação, permitindo melhores resultados no tratamento de uma determinada doença.



Dú ajudou a prolongar vidas com seus estudos, o trabalho e ensinamentos, mas não teve aquele que seria seu último desejo realizado: doar órgãos e permitir que outros vivessem mais. É que a comunicação do acidente e da morte para a família demorou cerca de 12 horas para acontecer, não permitindo a retirada dos órgãos.

Pelo que se sabe, sua moto foi atingida por outro carro na rodovia Anhanguera na noite do domingo e a família só foi comunicada na segunda (28), passando uma noite de buscas, apreensão e pesadelos.

O corpo foi enterrado em Jundiaí na mesma segunda, sem tempo para que Murilo viesse da Malásia para cá acompanhar o funeral. (por Edu Ceroni)

 
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