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Duratex de Jundiaí foi inaugurada em março de 1956

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11 de janeiro de 2018
Por Vivaldo José Breternitz

A "Folha da Manhã" de 25 de março de 1956 anunciava a inauguração da fábrica de chapas da Duratex em nossa cidade. Era a primeira desse produto a entrar em operação no Brasil - o que estava disponível em nosso mercado era importado da Suécia, país onde se localizava a Desfibrator, empresa que forneceu os equipamentos para a produção inicial em Jundiaí. As chapas são feitas a partir de eucalipto.



Como aconteceu com as palavras gilete e durex, por exemplo, que de marcas passaram a designar um determinado produto, duratex passou a designar as chapas que originalmente eram chamadas "hardboard".

A empresa cresceu rapidamente, sob a direção de Olavo Setúbal, mais tarde prefeito de São Paulo, ministro de Relações Exteriores brasileiro e presidente do grupo Itaú: já em 1957, exportava suas chapas para os Estados Unidos.

No início da década de 1960 a empresa passou a expandir-se: a fábrica de Jundiaí foi duplicada, novas fábricas foram abertas, áreas de plantação de eucaliptos adquiridas, e novos produtos foram lançados, tendo a empresa entrado em diversas áreas, especialmente na de louças e metais sanitários.

Em 2010, a Duratex fechou sua fábrica pioneira, por estar a mesma obsoleta e por problemas de natureza ambiental - situada às margens do Rio Jundiaí, a fábrica poluía esse curso de água, que já naquela época vinha sendo recuperado. Diz-se que quando a desativação da fábrica começou a ser discutida, Olavo Setúbal rechaçava a ideia, dizendo "não se esqueçam que foi lá que tudo começou" - após sua morte em 2008, a ideia foi à frente.



As fotos acima, do acervo do Prof. Maurício Ferreira, mostram uma visão geral da fábrica, depois de 1966 quando foi construído o viaduto Sperandio Pelliciari e uma visão de sua Portaria.

A empresa, que ainda possui uma fábrica cerâmica em nosso Distrito Industrial, marcou a vida de muitos jundiaienses - seu fechamento foi uma pena.
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