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Ele nunca jogou futebol, mas na vida batia um bolão

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28 de março de 2018
Nivaldo Mosele faz homenagem neste 1 ano da morte do colunista social

Tá difícil, mas vamos lá!

Meu amigo desde a infância, da Paroquial N. S. das Graças, nunca quis saber de jogar bola, embora o pai, Oswaldo, sempre comprasse uma - quem jogava mesmo, éramos nós.

Ele gostava, amava mesmo, os livros. Esses estavam sempre por perto.

Uma vida de alegria e sempre presente, principalmente em festas, desde aquele tempo.

Era filho de Jundiaí e da querida Ponte São João, que ficaram muito tristes com sua ida tão repentina. Mas as lembranças continuarão sempre com felicidade e muito brilho, como ele gostava.

Inesquecível no nosso Estrela da Ponte, onde preparou a festa na inauguração da sede antiga, na rua Oswaldo Cruz. Com direito a trânsito parado, Banda São João Batista, Bloco Estamos na Nossa e grande participação das crianças. Junto com o Sutti, seu grande amigo, e o pai Oswaldo levaram o padre para "benzer" as camisas num jogo do Estrela no Centro Esportivo Pedro Raimundo.

Pouco depois, na década de 80 ainda, veio o Clube São João. Como diretor Cultural, atravessando tudo, bem a seu estilo. Organizou a "maior" Festa Junina da história do clube. Com direito a carroça com os noivos saindo da Igreja e indo até o sede debaixo de aplausos e muitos fogos. Mais de 3.000 pessoas entre associados e o pessoal do bairro. E o padre na dança da quadrilha não poderia ser outro que não fosse o pai, Oswaldo Bárbaro.

Foi responsável pela parte cultural e pelos eventos inesquecíveis do clube, entre eles a inauguração do Centro de Cultura e Esportes, projeto do querido Araken Martinho. Conseguiu, também junto com o Sutti, a vinda da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, do maestro Diogo Pacheco. Foi uma noite histórica com lotação total.

Na parte teatral veio nada mais nada menos que a  Fernanda Montenegro.
Também idealizou a Noite Italiana, trazendo o maestro Zaccaro. De "quebra" a decoração do salão homenageou Inos Corradin, seu amigo de sempre.

E tem ainda a grandiosa chegada ao clube do Papai Noel. Só que de helicóptero!

Enfim, são algumas "pérolas" carregadas de alegria, idealizadas pelo MAIOR FESTEIRO da cidade, que nos deixou há exato um ano, em 28 de março de 2017.



Ah!, quando ele tinha dúvida, e eram muitas sobre FUTEBOL, me ligava. Com sua voz rouca, pedia: "Nenê me atualiza aí sobre o nosso Estrela, nosso Paulista." Foi ele também que me incentivou a escrever sobre futebol no nosso JundiAqui.

E, como ele mesmo cantarolava nas madrugadas, "a gente quer ter voz ativa e no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá..." Pronto, acho que consegui escrever um pouco da vida intensa e feliz do amigo PICÔCO BARBARO.

Fica com Deus meu velho...

 
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