Jundiaqui
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Fiéis soldados

Jundiaqui
31 de agosto de 2018
Por Guaraci Alvarenga

No livro da história de Jundiaí, uma de suas páginas mais marcantes, de nosso maior orgulho, está o notável registro do 12º Grupo de Artilharia de Campanha, o tão querido 12º GAC.

Suas origens remontam ao ano de 1919. Sua saga gloriosa data participações memoráveis já nos primeiros anos de existência. Em 1924 e 1930 participou do movimento revolucionário com baterias na 2ª Brigada de Artilharia, Campinas e Quitaúna, na Capela de Ribeira. Tomou parte da revolução Constitucionalista de 32, recebendo homenagem do povo jundiaiense. Esteve em Laguna, operando nos estados do Paraná e Santa Catarina, restabelecendo a autoridade constituída por movimento surgido no sul do País.

Na revolução de 64, realizou sua maior façanha, marchando 450 km numa só jornada, para reforçar a 5ª região militar.

Sua bandeira ostenta a Medalha Constitucionalista e em 1997 recebeu a insígnia de bandeira da Ordem do Mérito Militar, a mais elevada distinção honorífica do Exercito Brasileiro.



No sábado (1º), retornam ao berço da brasilidade os reservistas, durante a 21ª Volta à Caserna.

Estes orgulhosos reservistas desfilaram novamente em frente à Casa principal. E quando o comandante Ten. Cel Carlos Henrique Silva Martins, ao compasso da banda liderada pelo Sr. Benami Tavares, acompanhado de Luiz Valle (classe 1936) e Luiz Botelho Filho (classe 1939), tremulou a céu aberto o auriverde pendão, não se conteve tamanha emoção ao que já se chamou carinhosamente de “mar de cabelos grisalhos”.



Algumas doces lembranças sempre são buscadas na memória... O corte de cabelo ‘reco”. A primeira marcha carregando mochila e fuzil. O primeiro acampamento; dormir no mato. O treinamento à noite. A saudosa “baixa”. O coturno reluzente, companheiro do cotidiano. A vistoria, feita todos os dias, para sair do quartel. A barba feita, farda limpa, o “rango”, a generosa comida - arroz, feijão, salada, carne cozida no molho com batata e pão. A elegante farda verde oliva e o ajeitado quepe. Ah! o primeiro soldo.

Ao vê-los, companheiros, caros reservistas, neste encontro memorável, acredita-se no nosso maior triunfo, o triunfo da democracia. O respeito ao nivelamento das classes sociais. A ordem, a disciplina, a coesão. A educação cívica.



Quero dedicar a coluna de hoje, a esta valorosa comissão organizadora do evento, ao incansável Renato De Sordi (classe 44). Quero no brilho da festa dar um abraço afetuoso ao amigo e mestre Roque José Agostinho.

A Caserna companheiros é o filtro admirável, onde os homens se depuram e se apuram, e nos fazem acreditar que o sentimento de brasilidade jamais será esquecido. Somos filhos da Caserna, somos filhos da Pátria.

Guaraci Alvarenga é advogado. Fotos: Marco Antonio Silva
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