Jundiaqui
Jundiaqui

Herói do túnel na Revolução de 32 foi esquecido por Jundiaí

Jundiaqui
26 de dezembro de 2019
Vivaldo José Breternitz, do blog Jundiahy Antiga, resgata essa história de bravura

José Alfredo Montes de Marsillac nasceu em Aracajú no ano de 1904. Ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde, aos 19 anos, graças à sua imensa capacidade intelectual, graduou-se em engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro.

Em 1924 transferiu-se para São Paulo, vindo a trabalhar no no ramal Mairinque-Santos da Estrada de Ferro Sorocabana, destacando-se pelo seu trabalho na área de obras em concreto armado, em uma época em que o uso desse material em pontes ferroviárias era muito questionado.

Em 1929, Marsillac foi convidado a trabalhar na Companhia Paulista de Estradas de Ferro e acabou se mudando para Jundiaí. Pouco depois, a Revolução de 32 teria início, e o engenheiro imediatamente se alistou no Exército Constitucionalista.

Marsillac foi um dos heróis da defesa do Túnel da Mantiqueira, um túnel ferroviário com 997 metros de extensão, localizado na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, entre os municípios de Cruzeiro-SP e Passa Quatro-MG. Na área aconteceram as lutas mais violentas e o maior número de baixas dentre todas as frentes de combate; a foto mostra a entrada do túnel no lado paulista.

No dia 11 de setembro, sob um ataque inimigo, Marsillac foi atingido por um estilhaço de granada e ficou praticamente cego. No entanto, para uma mente como a sua, essa limitação não seria o fim, mas um novo começo.

O engenheiro continuou a exercer sua função de maneira ativa e desenvolveu pesquisas de natureza técnico-científica no campo da engenharia civil, especialmente na área de resistência dos materiais, ainda trabalhando para a Cia. Paulista; faleceu em Capinas no ano de 1985, sempre trabalhando e escrevendo.

Como raras vezes acontece, foi homenageado ainda em vida pela E. F. Sorocabana, que em 1934 deu seu nome a uma estacão que estava inaugurando - Engenheiro Marsillac, que fica na linha em que trabalhara. Mais tarde, seu nome passou a designar toda a região, que é o mais meridional distrito da cidade de São Paulo.

Será que não merece uma homenagem também de nossa cidade?



 
Jundiaqui
Você vai
gostar de

“Etnias” abre temporada 2020 de arte na biblioteca

Exposição traz ao público o olhar de cada artista através das suas linguagens artísticas mista

Lendas e histórias de Jundiaí ganham uma voz gostosa em podcasts

Ponte Torta, Estaçãozinha, Polytheama e até a Maria dos Pacotes você conhece em projeto da io! Comunica

Agora, tem Moviecom Arte também nas terças-feiras do Maxi

É a partir das 14h. Veja a programação de dezembro, com filmes como “Victoria e Abdul”

Violonista Fábio Zanon toca com a orquestra no feriado

  Apresentação tem entrada gratuita no Teatro Polytheama  e traz canções de compositores espanhóis
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.