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Jânio proibiu o rock! E nossos vereadores aplaudiram…

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3 de setembro de 2018
Por Vivaldo José Breternitz

Jânio Quadros era um lunático, para dizer o mínimo, mas como tantos outros doidos e bandidos, acabou chegando à Presidência da República, à qual renunciou em 1961 alguns meses depois de assumir, dizendo estar impedido de governar por umas certas "forças terríveis". Alguns dizem que se o Engov já tivesse sido inventado naquela época a história seria diferente, pois Jânio gostava muito de tomar "umas e todas"...

No exercício do Poder, Jânio tomou uma série de medidas absurdas, como a proibição dos biquínis, a adoção do safári como uma espécie de uniforme do funcionalismo e outras. Antes da presidência, Jânio foi governador de São Paulo e, nesse cargo, proibiu o rock.

A Câmara Municipal de Jundiaí teve alguns discípulos, como o vereador Carlos Gomes Ribeiro, que em 1957 requereu e viu aprovado um "voto de regosijo e louvor" a essa medida, declarando o rock "atestado vivo do despudor, da indecência e do desrespeito". O texto do requerimento está ao final deste post.

Se estivesse vivo (faleceu em 2004) o que diria o vereador acerca dos tempos atuais?

Quanto a Jânio, o povo tem memória curta: foi eleito prefeito de São Paulo em 1986. Faleceu em 1992.



Vivaldo José Breternitz, do blog Jundiahy Antiga
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