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Maestro parte aos 47 e deixa órfãos os cantores da terceira idade

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20 de agosto de 2019
Música perde André Minutti, também tenor, pianista e escritor

Edu Cerioni

A voz da terceira idade de Jundiaí ficou embargada com a notícia. André Minutti morreu neste domingo (18) em Itatiba, cidade em que nasceu em 11 de outubro de 1971. Lá ele atuou como cantor e ator e depois veio para Jundiaí, onde morou tempos na rua Bela Vista, dando aulas de canto aqui e dirigindo  corais, além de agitar o meio literário.

O 'maestro dos velhinhos', como muita gente se referia a ele, trabalhou no Criju, o Centro de Referência do Idoso, por cerca de uma década, regendo o Coral Santa Cecília. Também comandava o coral da Fati - Faculdade Aberta da Terceira Idade da Anhanguera, onde deu sua última aula semana passada. A causa da morte não foi revelada - seu corpo foi cremado em Campinas nesta segunda (19).

Para a terceira idade, deixou uma opereta chamada "Eterna Alegria". Também deu aulas de canto no Celmi.

André fez regência com o maestro Benito Juarez, referência nacional, estudando canto lírico em São Paulo, onde atuou em "La Traviata" e "Aída". Esteve em outras óperas em Campinas e concorreu a prêmios, como o do Concurso de Canto Maria Callas.

Era membro da Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos e tocava piano clássico e popular, mas também tinha o que se chama de "um pé no sertanejo", que adorava.

Como escritor, deixou três livros: "Quem Tudo Quer, Compra", "Senhor General" e "O Homem de Ontem". Dirigiu o Grêmio Cultural Pedro Fávaro, tendo feito o hino para o grupo que reúne escritores. É autor ainda dos hinos da academias Jurídica e Infantil de Letras e Artes de Jundiaí.

Uma figura alegre, mas concentrada na música e que exigia total dedicação e que não tinha receio em chamar a atenção dos alunos, tivesse esse a idade que fosse.Fotos: Arquivo JundiAqui e reprodução Facebook

 

 
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