Jundiaqui
Jundiaqui

A noite em que o Estrela mais brilhou

Jundiaqui
31 de dezembro de 2017
Por Nivaldo Mosele

Tempo: noite de 22 de agosto de 1973. Uma quarta-feira.

Local: Bragança Paulista - Estádio Marcelo Stefani, agora Nabi Chedid.

Nos mais de cinquenta anos de vida da S. E. Estrela da Ponte este ficou para a história por não ter sido um jogo qualquer, foi um amistoso contra a equipe profissional, a titular do BRAGANTINO.

No time de Bragança tinha jogadores emprestados pelo nosso PAULISTA. Lembro do ALDAIR, meio-de-campo bom de bola, do Paulinho e do Toninho.

Além disso, quinze dias antes o Bragantino havia vencido o Galo em Jayme Cintra.

O presidente do Estrela na época, Lindomar Lunardi, que conhecia um diretor da equipe de Bragança, propôs um jogo amistoso contra o CAMPEÃO AMADOR de Jundiaí de 1971.

A proposta foi aceita, desde que o jogo acontecesse lá em Bragança.

De início um grande susto nos outros diretores e em nós jogadores. Loucura, vexame, não tem condição... Ganharam do Paulista. Era o que mais se ouvia no Quartel General, Cantina Ali Babá ou o Bar do Ênio.

Mas Lindomar, muito empolgado, que havia morado algum tempo em Bragança, acreditava na equipe e deu a palavra final: "Vai ter jogo sim e na quarta da semana que vem".

E reforçou: "Conheço meu time campeão e não tenho medo daqueles caras lá."

E mais, vamos alugar um ônibus extra e o BLOCO ESTAMOS NA NOSSA vai junto.

Enfim, jogo confirmado, tendo como chefe da delegação o Sr. Antonio Tracci, com outros convidados especiais, entre eles o doutor José Roberto Basile Bonito, Edival Trevisan e Flávio D'Angieri.

Lindomar providenciou até cartazes que foram colocados no comércio do bairro.

Havia chegado o grande dia na história do ESTRELA e às 16h00 partia a delegação.

Um Buzão? Não, dois.

Um com a equipe e o material de jogo e o outro para o Bloco ESTAMOS NA NOSSA com muita JAPI, Santa Margarida e outros efeitos especiais.

Na entrada do estádio, os torcedores de lá não acreditavam no que viam. Time amador, Bloco e cerca de 100 torcedores. Muitos até riam.

Meio que assustados com o que poderia acontecer nós, os jogadores, muito ansiosos, ainda não acreditávamos. Mais: juiz e auxiliares da Federação Paulista de Futebol.

Cenário preparado, palestra do treinador Ênio Baialuna, também sem muita confiança, e lá fomos nós.

Tióca, Romeu, Difú, Ditão e Tica. Dinei, Mosele e Silvino Bié, Bidufa ( Cajú ) e Adil.

Os componentes do bloco já devidamente calibrados cantavam "Estrela Dalva" adaptada para o clube.

Iniciada a partida e nossa equipe foi pressionada demais. Só não tomamos gols devido aos milagres do nosso goleirão e ídolo TIÓCA, o Atílio D'Angieri Neto.

Terminava o 1º tempo (0 x  0) para espanto de todos.

Vem o segundo tempo e, aos 10 minutos, num contra ataque o atacante BIÉ fazia um golaço. Estrela 1 x 0.

A confiança de que seria possível vencer já era real e com mais alguns milagres do Tióca, a partida terminava ESTRELA 1 x 0 BRAGANTINO.
Ninguém acreditava.

Não se sabe como, mas o bloco conseguiu entrar no gramado e a "festa" começou lá mesmo.

Na volta, uma parada no restaurante, muito querosene, umas pizzas, cantoria e chegada em Jundiaí com o sol já raiando, ao som Chico Buarque.

"Estava a toa na vida, o meu amor me chamou pra ver o ESTRELA passar contando coisas de amor..."

Foi mesmo a noite que a S.E. ESTRELA DA PONTE MAIS BRILHOU.

Nota da redação: na falta de uma foto daquela noite, aqui o time campeão de 1971, com Dinei, Teciano, Tióca, Ditão, Tica, Romeu e Zico Censi (em pé); Celso Motta, Bidufa, Mosele, Silvino e Adil. Arquivo Professor Maurício Ferreira/Sebo Jundiaí.

 
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Pedro Bigardi segue fora da Galeria de Prefeitos

Quadro foi pendurado na parede do Paço no final de 2016, mas ainda não aparece no site da Prefeitura

Natura tem sanduíches tão suculentos quanto saborosos

Muita gente pensa que ali é só pra beber uma cerveja e curtir som, se esquecendo que tem cada lanche…

Samba e feijoada embalam Carnaval do Tênis Clube

Sócios e convidados se deliciam com o ‘feijão maravilha’ e dançam em uma gostosa tarde de domingo

A festa de 3 anos do JundiAqui pelo olhar de Marco Antonio Silva

Fotógrafo registrou toda a diversão na noite desta terça-feira 
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.