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Nossas mulheres, nossas canções

Jundiaqui
8 de março de 2018
Por Guaraci Alvarenga

Dia Internacional da Mulher. A simples lembrança da mulher amada toca  fundo a qualquer coração, mesmo o solitário na dor e na saudade.

Nossos poetas da música foram exímios artífices em falar destes amores. Assim é com Chico Buarque em versos românticos que trazem Januária, Rita e Carolina. Adoniram Barbosa, no seu jeito de ser, falava de Iracema, Eugênia, Malvina e Inês. Evaldo Gouveia de Conceição e Vilma. Luis Antonio de Maria (lata d'água). O poeta do samba canção Erivelto Martins nos trouxe Odete e Izaura.

Jorge Ben Jor destaca a mulher em "Cadê Teresa", o nosso Caetano Veloso em "Baby" e o inesquecível Joubert de Carvalho, em "Maringá", "Zíngara" e "Taí".

O baiano Dorival Cayni nos brindou com "Marina" e "Oração de Mãe Menininha". O rei do baião Luis Gonzaga cantando "Paraíba". O grande Noel Rosa em "Feitio de Oração". O mestre Cartola em "Divina Dama".

Lembre-se que o primeiro sucesso de Ivan Lins foi "Madalena". Custódio Mesquita escreveu "Mulher".  O humor de Juca Chaves fica evidente em "Por quem chora Ana Maria". O poeta da Portela, Paulinho da Viola, cantou "Coisas do Mundo, Minha Nega". E tem a espantosa habilidade de Wilson Batista em "Emília" e "Nega Luíza".

O nordestino Capiba exalta a mulher em "Maria Bethânia", Johnny Alf em "Menina Flor", o poeta Orestes Barbosa em "Chão de Estrelas", e o incrível Pixinguinha em "Rosa" e "Carinhoso".

"Dinorá" é de Abel Ferreira. Tem mai, o famoso Ari Barroso em "Morena Boca de Ouro", o violão de Baden Powel em "Sá Marina". O “moleque” Ataulfo Alves em "Saudade da Amélia". O poetinha Vinicius de Moraes deixou como legado "Loura ou Morena".

E como esquecer as marchinhas carnavalescas de Braguinha e Lamartine cantando a "Morena, a Loira e a Mulata"? Tem muitos outros e tantas mulheres, como Jobim e Lígia.

Eis uns versos que nos fazem companhia...

Luis Vieira: "Você é isso/ uma beleza imensa /toda a recompensa/ de um amor sem fim".

Silvio Cesar: "Ah, se eu fosse você eu voltava pra mim".

Caymi: "Marina você é bonita com que Deus lhe deu".

Erivelto Martins: "Eu vejo a vida pela luz dos olhos teus/ me deixa ao menos, por favor, pensar em Deus".

Cartola: "As rosas não falam/simplesmente as rosas exalam/o perfume que roubam de ti".

Lupicínio Rodrigues: "Eu não posso dormir sem teu braço/ pois meu corpo está acostumado".

Vinicius de Moraes: "Que seja infinito enquanto dure".

Carlos Lyra: "E sem nós dois/ o que resta sou eu".

Tom Jobim: "Uma saudade tão grande /nas coisas mais simples/ que você tocou".

Nestas canções, não sabemos onde termina a música e começa a poesia. Louva-se a mulher em verso e prosa. Seduz o dever do reconhecimento, que temos de cumprir diante de nós mesmos. Fico com os versos singelos de Martinho da Vila, em "Mulheres", as quais me rendo e presto também minha homenagem: “Mas nenhuma delas me fez tão feliz, como você me faz.”
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