Jundiaqui
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Pedreiros do universo

Jundiaqui
8 de junho de 2018
Por Guaraci Alvarenga

O Templo maçônico estava todo iluminado. A loja maestro Vittorio Barbin abria suas portas em sessão magna pública em homenagem ao Dia das Mães.

O venerável mestre Silvio Glauco Rosa acolhia a todos com o ramo da inocência de uma acácia.

Adentramos ao local sagrado, recôndito de si mesmo, representação viva do que cada um é.

O ladrilhamento em losangos, em forma de xadrez, em suas cores, simbolizava o bem e o mal. O teto retratava o céu azul da inteligência e conhecimento, cheio de estrelas. Duas colunas dispostas geraram a reflexão interior. No centro, a estátua de Sophia, deusa da sabedoria.

Um incenso dava ares do perfume da purificação. O cordão, com seus doze nós, na parte superior, simbolizava o sentimento da humildade. O compasso e o esquadro, a busca da perfeição e da retidão. A cruz, o sinal da libertação. A estrela de cinco pontos: a terra, água, fogo, ar e o Criador, símbolos da fraternidade.

O ritual da cerimônia foi marcado por atos inspirados na Bíblia Sagrada. O venerável Mestre comanda os trabalhos com as batidas da purificação de um velho martelo de corte. Os irmãos maçônicos vestem um avental branco, a separar a poeira das impurezas do seu corpo trabalhador. Usa de espadas flamejantes, imagem do poder e do “corte” da ignorância, algo inspirado em Deus.

Na bela homenagem prestada às mães, pela grande loja, abalou-me forte emoção afetiva, ao ser convidado a depositar, no altar do Venerável Mestre, uma rosa vermelha, para as que se encontram no Oriente Eterno. Lágrimas furtivas escaparam de meus olhos ao reverenciar a minha saudosa mãe, num gesto inesperado de tão profundo amor.

Com este espírito emocionado, que desejo congratular-me também com a jovem loja maçônica Barão de Jundiahy 733. Idealizada por 5 maçons, Carlos Alberto Basso, Aguinaldo Luís Oliveira, Joaquim Gaspar de Mello Junior, Joaquim Tadeu Hernandez e o meu grande venerável Fabio Eduardo Kachan.

A primeira sessão oficial teve a presidência do nobre João Carlos Pereira Donato.

Seu brasão é obra singular de criação dos maçônicos Jose Antonio Galego e Marcelo Azzolini, refletindo símbolos de nossa cidade, como a Serra do Japi, o rio Jundiaí, inclusive o nome da loja que traz a grafia antiga do município.

A escada da trajetória apresentou degraus suaves e ásperos, mas a tríplice força dos três pontos manteve-se firme, sustentada por colunas dispostas na valorização da família e da fraternidade. Parabenizo-os pelo saber, por ousar, por poder e por calar-se.

Permitam-me confessar a resgatar a suprema fraternidade de conhecê-los irmãos maçons. Sim, somos todos pedreiros do grande arquiteto Deus Criador. Que assim seja.

Guaraci Alvarenga é advogado
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