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Roberto Franco Bueno lança livro que começou a escrever em 1957

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26 de fevereiro de 2018
Arquiteto e um dois principais historiadores de Jundiaí traz seu olhar sobre os últimos 200 anos da cidade


Edu Cerioni

“Villa Fermoza de Nossa Senhora do Desterro do Matto Grosso de Jundiahy, da Capitania de São Vicente”, de Roberto Franco Bueno, 83 anos, teve lançamento de seu segundo volume, pela Editora In House.

A noite de autógrafos, sexta-feira (23), reuniu amigos e familiares do escritor e também e especialmente interessados na história de Jundiaí - na foto abaixo, nossos três mais destacados historiadores, João Borin, Eduardo Carlos Pereira e Roberto. Afinal, trata-se de um trabalho de um rigor ímpar para trazer acontecimentos, lugares e pessoas que marcaram os séculos XIX e XX na cidade.

Se no primeiro livro Roberto se jogou no nascedouro do povoamento e os desdobramentos disso até o século XVIII, agora traz seu olhar sobre o que chama de nossa "maioridade econômica e social".

Com três filhos e cinco netos, brinquei com ele se nascia ali mais alguém da família: "Esse é meu segundo bisneto e como demorou a chegar...", disse rindo. Roberto começou as pesquisas em 1957, ainda na faculdade de arquitetura, ou seja, já se foram sessenta anos de um meticuloso trabalho e que resulta em documento primoroso. O volume I foi lançado em 2010.

Teremos um terceiro? "Quem sabe eu me entusiasme", respondeu um feliz autor que deixa como grande legado para Jundiaí um total, entre os dois livros, de 566 páginas como base de sustentação de nossa história.

A narrativa vem amparada com alguns mapas, documentos e fotos. Com isso ele nos leva, por exemplo, até o Beco do Pelourinho que desapareceu, "engolido" quando da chegada do quartel ao Centro. Tem a hospedaria que abrigou Dom Pedro II, além de nossa ferrovia, as igrejas, as indústrias e os monumentos como a Ponte Torta etc.O fim da escravidão, a grande greve de trabalhadores de 1906, a chegada do automóvel e até o surgimento do bloco de Carnaval Refogado do Sandi estão no livro que tem prefácio do desembargador Danilo Panizza Filho, que assegura ser uma leitura "agradável e fluente". "Num feriado prolongado de chuva em Santos, peguei o original para revisar e li de uma tacada só entre três e quatro dias". disse.Roberto também aproveita de alguns poucos textos de terceiros com credibilidade para resgatar personagens marcantes. Se encaixa neste caso meu texto publicado originalmente no Jornal "Bom Dia Jundiaí" e que ele reproduziu para registrar o mito Maria dos Pacotes (clique aqui e confira), com foto de Regina Kalman. Dezenas de famílias são lembradas e figuras como industriais e políticos.

Há fatos de esporte e de cultura incluídos na obra. Também quem perdeu fazendas de cafés e quem ganhou o mundo com sua produção de uva, entre outros.

Roberto relembra muitos dos amigos pelas páginas de "Villa Fermosa", que toda biblioteca e escola da cidade deveria ter para consulta. Mas é difícil acreditar nisso, tanto que o desembargador Danilo faz um desabafo: "Muitas cidades despertam em seus alunos o interesse por sua história, mas aqui em Jundiaí não existe isso. Quem não tem história, não tem firmeza no presente e não consegue projetar seu futuro".

Para adquirir o "Villa Fermoza", acesse o site da Livraria In House - os dois volumes juntos custam R$ 150,00, sendo o preço só do segundo é de R$ 100,00.

Veja fotos da noite de autógrafos, no Tribos Bar e com som de Rodolfo de Neguinho:

Fotos: Edu Cerioni



Veja também: Livro emociona com a riquíssima história de Jundiahy
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