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Sábado é dia de mobilização pela Estaçãozinha de trem

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9 de outubro de 2018
Ela tem importância história por ser a nº 1 da Cia Paulista rumo ao Interior e ideia é resgatá-la, como Jundiaí fez com o Polytheama

Edu Cerioni

"Junte-se a nós, a Estaçãozinha pede socorro" é uma mobilização popular em defesa desse patrimônio ferroviário de Jundiaí e do Brasil que acontece no sábado (13), a partir das 10 horas. A ideia é de Eusébio Santos, presidente da Associação de Preservação da Memória da Cia Paulista, e conta com apoio do JundiAqui.

Eusébio quer reunir interessados em ajudar a que se forme um grupo de trabalho para viabilizar o restauro do espaço e, ainda mais, para dar novamente utilidade a ele.

Avisa que não é reunir pessoas para que investiam dinheiro, mas sim agrupar aqueles que tenham atitude para reivindicar junto ao DNIT, o Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre e que é ligado ao Ministério dos Transportes, dono do imóvel, algum tipo de ação. "Queremos que as futuras gerações a conheçam como foi no passado", diz.

Muitos jundiaienses, como a artista plástica Marilzes Petroni, usaram a Estaçãozinha para deslocamentos décadas atrás e ficaram tristes quando do incêndio em 9 de julho último que deixou apenas algumas paredes de pé - a polícia abriu inquérito para apuração se a ação foi criminosa, mas sem conclusões até o momento.

A Estaçãozinha, como é conhecida a antiga Estação Central de Jundiahy da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, é datada de 1898 e fica próxima ao Complexo Fepasa - situada abaixo do Viaduto São João Batista, que liga a Ponte São João ao Centro, pela rua Torres Neves.

Durante anos abandonada pelos órgãos públicos e população, o espaço acabou ocupado por alguns sem-teto, culminando na destruição quase que total pelo fogo. "Mas vejo que esse incêndio abriu oportunidade para que ela renasça das cinzas, como ocorreu com o nosso Teatro Polytheama. Jundiaí tem essa capacidade e pode repetir essa história", diz Eusébio.

Ele conta que a The São Paulo Railway Company chegou a Jundiaí e parou na Estação da Vila Arens, sendo que fazendeiros resolveram dar continuidade aos trilhos e criaram a Cia Paulista, sendo a Estaçãozinha a primeira dessa companhia, ou seja a número 1, rumo ao Interior.

"Ela é parte da história ferroviária nacional", avisa. "Se conseguirmos um conjunto de forças, termos um projeto e o Dnit vai ter que liberar. Um dos objetivos do movimento é fazer com que a sua área e sua recuperação sejam feitas com sua cessão para o município de Jundiaí, que possa com sua comunidade definir o melhor uso para esse patrimônio".

No sábado o encontro é no estacionamento do Mercadão da Ferroviários, de onde os interessados irão caminhar até a Estaçãozinha. Lá, haverá um show musical e todos serão convidados a assinar um manifesto. "Vamos também recolher algum pedaço que sobrou e que mostre valor histórico para entregar ao gestor de Cultura e também ao Compac - Conselho de Patrimônio da cidade. "Queremos eles juntos nessa luta", diz Eusébio, que procurou e tem o apoio da IAB Jundiaí e do Comtur, o Conselho de Turismo.

"Você morre definitivamente quando cai no esquecimento e isso vale para um patrimônio também".



Momento estratégico

Mesmo fortemente destruída por um incêndio, a Estaçãozinha vive um momento estratégico para seu futuro uso e recuperação. Isso porque a agenda política dos dois candidatos ao Governo do Estado que vão para o segundo turno inclui preparativos para o trecho do chamado Trem Intercidades entre São Paulo, Jundiaí e Campinas. A lamentação é que Jundiaí perdeu força ao não eleger nenhum deputado federal no último domingo (7).

Colaborou José Arnaldo de Oliveira

 

 
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