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Salve, Rainha da Diocese!

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14 de agosto de 2017
Por Orestes Romano

Estamos vivendo o ano Mariano. São 300 anos do encontro da imagem sagrada de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul. Também neste ano, transcorre o centenário das aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, em Fátima, Portugal. Na Diocese de Jundiaí, composta por onze cidades da região, comemora-se os seus 50 anos da instalação canônica que tem seu ápice com a celebração da Festa de sua Padroeira, neste 15 de agosto, Nossa Senhora do Desterro, Rainha da Diocese.

O titulo de rainha está intimamente ligado com a realeza de seu Filho, Jesus Cristo. Se Cristo é Rei do Universo, é nesta premissa que se fundamenta a tradição da Igreja de atribuir à Virgem Maria o título de Rainha.

Maria é a figura maternal, semelhante à Rainha Mãe que aparece junto dos reis nas Sagradas Escrituras.

A figura da Rainha Mãe surge pela primeira vez na história do povo de Deus na descendência da casa de Davi quando Salomão, seu filho, ao ser entronizado como rei, determinou que sua mãe, Betsabé, sentasse à sua direita.

Apesar da nobreza, nem Jesus, nem Maria tiveram palácio, nem súditos, vivendo na pobre e na simplicidade na cidade de Nazaré.

Segundo a tradição da Igreja, o principal argumento que fundamenta a dignidade régia da Virgem Maria é, sem dúvida, o sublime mistério da maternidade divina.

Aqui, assim como na Diocese de Jundiaí, venerar Maria, com o título de Nossa Senhora do Desterro, está lidado também à história do surgimento da cidade e a seus fundadores que “saíram” de outras terras para se estabelecer às margens do rio Jundiaí.

É bom que se diga que Maria não toma o lugar de Deus e de Jesus. Pelo contrário, sua missão é apontar para Jesus, apresentar as pessoas a Ele e ajudá-las a se encontrarem com Jesus, aprendendo a “fazer tudo o que Jesus ensinou”.

Muitos que participaram ou ainda o fazem da festa da Santa Padroeira têm histórias para contar e, certamente, guardam em seu coração as emoções das procissões, das comissões organizadoras, das execuções da Banda “São João”, das falas dos pregadores...

Porém, com o passar do tempo sinto que essa festividade tem ficado em segundo plano. O comércio fica até com lojas abertas e os que acompanham a novena da Padroeira e a procissão no dia da Festa não são tão numerosos. Seria pelo fato de ser feriado e, como neste ano, com a possibilidade de emendar, com a segunda-feria? Seria desapego à tradição? Ou mesmo falta de fé de que em Maria, Nossa Senhora do Desterro, a palavra de Deus foi acolhida de maneira fecunda e produziu frutos abundantes?

Neste ano, em que se comemoram os 50 anos da Diocese, temos a presença do Núncio Apostólico – o embaixador da Santa Sé – Dom Giovanni D'Aniello prestigiando as festividades. Muitas atividades foram desenvolvidas em preparação à Festa da Padroeira, o que deve aumentar o número de fieis que desejam honrar esta Senhora, medianeira da paz, da concórdia, que mesmo depois do desterro, pode nos defender de todo ódio, maldades e nos trazer a felicidade, senão neste mundo, na glória futura.

Orestes Romano é professor
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