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Um viva às mulheres

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8 de março de 2018
Por Eusébio dos Santos

Este 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é dia de significado único, que tanto embeleza a alma de todos com leveza, com força, que apresenta um olhar de esperança. Neste dia que serve para reflexões por representar todos os dias, centramos nosso pensar em muitas razões que temos para agradecer, começando pela Mãe.

Permito-me concentrar em pessoas que mesmo não tendo relação consanguínea são ou foram capazes de ressignificar o seu entorno.

Sou privilegiado por ter mulheres de importância ímpar no meu livro de vida. Dona Penha, minha primeira professora e de uma sequência das que foram me guiando... Luciana July, Adriana Benanti, Sonia Jascinto, Tatiana Rosa, Satie Okuma, Nailor Gropelo, Natalia Golin.

Mas hoje volto meu pensamento para Sônia Cintra, que em um dos momentos mais difíceis me puxou pelo braço até debaixo da goiabeira, abriu a "Bíblia" e me fez ler Salomão. Depois leu, me fez ler junto e interpretou, encerrando com um sonoro: "para com isso, deixa que o tempo construa o que tiver que ser". Não vi mais meu filho, porém fiquei com a tranquilidade de não participar de uma imbecilidade em nome do amor.

Sônia não parou neste episodio, esteve e está sempre por perto. Pouco antes de partir, foi visitar o terreno onde pretendemos construir o projeto CELMI. Mesmo com dificuldade, desceu o barranco e, me olhando fixamente, perguntou: “Você já pediu licença ao Universo, você já pediu autorização e ajuda às energias presentes?”. Olhou uma saúva, virou-se pra mim e exclamou: “Já conversou com ela e com as árvores?” Antes que eu respondesse, bradou: “Precisa compor, respeitar o Universo”.

Fiquei pasmo, não imaginava nem de longe que Sônia tivesse este olhar. E mais: não conseguia digerir tanto aprendizado, fiquei embebedado com a humildade, com a generosidade desta mulher que já nos faz tanta falta.
Obrigado, Sônia! Eu tive a oportunidade em vida de te dizer o quanto você era acima de você mesmo.

Estendo este meu carinho, meu amor a Vera Lucia Barreto, que tanto influenciou os caminhos do CELMI.

Hoje choro no colo da família Petroni, com Ivo e Marilzes, a quem tiro o chapéu e à família Moraes com Admilson, Everton, Erika e Adair, dona de umas das melhores cozinhas da cidade.

Parabéns a todas as mulheres!

 
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