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Uma tristeza sem fim… NEP de luto

Jundiaqui
8 de janeiro de 2018
Por Wagner Ligabó


Se existe algo bom na vida é se divertir de forma sadia, gostar do que faz e adorar estar com sua turma quando se reúne. Eu tenho há 23 anos o privilegio de poder cantar, tocar e dar muita risada, o hobbie mais gostoso que poderia existir que é estar com nosso grupo musical que denominamos lá trás de “Não Estamos de Plantão”, apelidado de “NEP”, que pegou e fez sucesso legal e despretensioso aqui e na região, pois o lema sempre foi: vamos nos divertir sem compromisso!

Cinco grandes amigos. A base composta por três médicos: eu, o Conrado e o Marcio CG. De não médicos dois caras fora de série, os “agregados”: o exímio guitarrista Egidio Conde, engenheiro de formação, duas vezes premio de ‘Guitar Player Brasil ’ pela revista Rolling Stone e o Roberto Dib Debs, o querido “Dibão”, técnico especializado em cirurgias de marcapasso, exímio percussionista e voz grave privilegiada, e que comigo trabalhava por este mesmo tempo. Nós nos reuníamos e não se via o tempo passar.

Que a vida é efêmera todos sabemos, e que ela prega peças também sabemos. Porém quando a tragédia bate a nossa porta custa-nos a acreditar que é verdade. O destino foi cruel com um grupo tão alegre e do bem como o nosso.

Fatidicamentehá exatos dois anos o imponderável nos privou da presença do mago da guitarra, o querido Egídio. Um baque surdo. A banda desintegrou, pois era tocar sem a sua presença e chorar.

O tempo, sempre ele, aplaca as dores e as tristezas de forma leve e singular. Mostra-lhe o caminho. Enfim nos reagrupamos após um ano parados. A motivação voltou e os sorrisos também. As vozes começaram a se harmonizar novamente num vocal lindo de se ouvir,- nossa marca registrada e nosso orgulho- além, claro, do eterno bom humor. Vida que segue era a lei imposta.Vamos tocar e rir até morrer!
Entretanto hoje, como se o inusitado não tivesse esquecido nosso endereço, recebo atônito a notícia que o Dib, meu amigo do coração – sempre me dizia que se sentia um irmão arteiro mais novo e eu concordava pelos fortes laços que nos ligava por anos a fio- faleceu em pleno domingo, tal como anjo que procura guarida em local mais alto.Tenho um grito mudo entalado na garganta. Gutural. Inconformado.Sem chão.
Você não deveria ter feito isso conosco meu velho. Principalmente comigo Dibão! Você com seu jeito sempre elétrico, por vezes engraçadamente atrapalhado, transpirava energia pura quando tocava, irradiando alegria contagiante que se propagava em ondas que contaminava qualquer um que estivesse por perto. Gente como você não some assim.Que merda,meu Deus!

Sobram agora aqueles velhos bordões corriqueiros que não aliviam em nada. O que dizer? Não sincronizo nada, mas vá em paz meu amigo, se houver para onde ir. Dizer o quê mais? O NEP nunca será o mesmo. Isso tenho convicção. Eu tinha amor grande por você, um tanto contido, mas verdadeiro.

Um abraço triste e sincero no etéreo vácuo da sua ausência. À sua família Dib na amiga- esposa de todas as horas, querida Malu e seus filhos Alê e Pedro Henrique.À legião dose muitos bons amigos e à família dos que gostavam do NEP e conheciam seu jeito especial de ser.
Consternação. Sensação de palco vazio...
Adeus meu velho...
Jundiaqui
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