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Xisté e as penalidades

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7 de janeiro de 2018
Por Nivaldo Mosele

Nessa viagem ao futebol amador de Jundiaí, resgato a história do XISTÉ, meu grande amigo Wilson Roberto Baialuna.

O ano era de 1959 e o local campo do São Paulinho, do lendário Pedro Moretti, na Rua XV de Novembro, aqui em Jundiaí, onde hoje existe um supermercado. O campeonato era o da Liga Jundiaiense de Futebol Infantil. Era um torneio início e sempre que a partida terminava empatada, a decisão era nos pênaltis.

Cobrança de penalidades pode terminar empatada? Nunca! Sim? Você está louco? O mundo do futebol provavelmente diria exatamente isso, mas...Vamos lá!

O jogo normal havia terminado empatado, claro. São Paulinho 1 x 1 Regente.
Era um sábado à tarde e já passava das 18 horas. Naquela tarde já haviam sido jogadas várias partidas.

Ah!, naquele tempo as penalidades eram todas batidas pelo mesmo jogador. Sempre o craque do time. E nosso técnico Milton não teve dúvidas. XISTÉ é claro. Pelo adversário outro craque, Zé Roberto. Havia também muita torcida no campo, pois se tratava de um “jogão”.

Como não havia alambrado, era “rapadão” mesmo, e sempre que havia cobrança de penalidades, a torcida ficava nos limites da grande área. O campo tinha medidas oficiais.

Uma, duas, três.... oito, nove, dez... quinze, dezesseis, dezessete e todas convertidas. O árbitro da Liga já estava quase sem enxergar a bola e nós também, pois estava quase escuro. Ele teve dúvidas, mas continuou. Vinte, vinte e uma, vinte e duas e nada de decidir. Era bola na rede mesmo.

Aí, o arbitro não teve dúvidas: “Declaro a partida empatada. Já está noite e eles não erram. Eu nunca vi coisa igual”.

Passado mais de meio século, certamente nenhuma outra partida de futebol no Planeta terminou empatada nas penalidades. Mas aquela terminou.

Nosso time: Itamar, Tisiu, Gordo, Julião e Moreti. Ivo e Zé Beline. Adil, Mosele, Serginho Chagas e Xisté.



Xisté em sua carreira jogou pelo São Paulinho (infantil), Estrela da Ponte (amador) clube do seu coração, C. A. Comercial de Jundiaí (amador). E como profissional vestiu as camisas do Paulista de Jundiaí, Palmeiras na época do maestro Ademir da Guia, América de São José do Rio Preto, C.E.U.B. de Brasília, ABC de Natal, Atlético Goianiense e encerrou sua carreira no Campo Limpo Paulista.



Lembrando que naquele mesmo campo do São Paulinho, pelo mesmo time, o nosso Dalmo Gaspar provavelmente deve ter treinado bater penalidades, pois a mais importante da vida dele, e do Santos F.C., ele converteu. No Maracanã lotado – 110 mil torcedores - em 16 de novembro de 1963 contra o Milan, o Pelé não estava em campo - 1 x 0. SANTOS Bicampeão do Mundo. GOL DE PÊNALTI do jundiaiense Dalmo.
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