Jundiaqui
Jundiaqui

A neurociência acelerada

Jundiaqui
15 de janeiro de 2018
Por José Renato Nalini

Tudo o que fazemos depende do nosso cérebro. Mas pouco sabemos sobre ele. Sabe-se que, para funcionar, ele precisa de 20% de todo o sangue bombeado pelo coração e 20% de todo o oxigênio filtrado pelos pulmões. Tem-se a impressão de que ele está se cansando de tamanha requisição nesta era pós-moderna. Excesso de informações, excesso de decisões a serem tomadas, excesso de preocupação. Será por isso que aumentam os casos de AVC – acidente vascular cerebral? Ou surgem como cogumelos as doenças neurodegenerativas, como o mal de Alzheimer? As demências representam um perigo para o mundo. O número delas mais que duplicará entre 2020 e 2050 e atingirá, por baixo mais de 135 milhões de pessoas no mundo. Só nos Estados Unidos, o ano passado implicou em US$ 259 bilhões gastos com o tratamento do Alzheimer. Para 2050, a projeção é de US$ 1,1 trilhão.

Por que se gasta tanto? Não é apenas o medicamento para o paciente. São os cuidados rotineiros e o golpe na economia, já que familiares tendem – ao menos no início – a deixar de trabalhar para se dedicar ao doente.

Daí o interesse universal em alavancar a neurociência. É urgente que muito mais estudantes e estudiosos se dediquem a ela. Em relação ao mal de Alzheimer, sabia-se que o hipocampo é a área do cérebro responsável pela memória e pela orientação espacial. Todavia, seu funcionamento não era inteiramente compreendido.

Os três cientistas que ganharam o Nobel de Medicina em 2014 descobriram quais células são as responsáveis pelo posicionamento espacial e pelo deslocamento. E isso pode ajudar a detectar as causas do Alzheimer, porque os pacientes, no início da enfermidade, se perdem com mais frequência do que as outras pessoas.

É importante que as famílias e os professores façam seus filhos e alunos se interessarem por física, biologia, química e outras disciplinas que possam endereçá-los para as carreiras científicas. Temos urgência em prover o Brasil de cientistas aptos ao enfrentamento daquilo que o presente já oferece como desafio sério e, aparentemente, intransponível.

José Renato Nalini é secretário da Educação do Estado de São Paulo e docente da Uninove
Jundiaqui
Você vai
gostar de

Refogado chega aos 25 anos com uma corte só de mulheres

Bloco mais tradicional de Jundiaí elegeu Corte do Jubileu de Prata com discurso contra a violência

Jundiaí amplia seu Carnaval de rua, apesar de tudo

Por José Arnaldo de Oliveira

A Casa

Aqueles tijolos, paredes e pisos guardavam tantas memórias, conta Cláudia Bergamasco neste conto

Racismo em questão na telona e nos debates

“Eu Não Sou Seu Negro” tem exibição neste sábado no Sindicato dos Metalúrgicos
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.