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Algum dinheiro ajuda

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2 de junho de 2019
Por José Renato Nalini

Antigamente as mães diziam aos filhos invejosos ou reclamões, que “dinheiro não traz felicidade”. Mas pesquisadores contrariam essa afirmativa que já desapareceu de muitos lares. Ou daquilo que restou da instituição “família” em nosso século.

Um zero a mais à direita do saldo bancário faz a pessoa mais feliz. O professor de economia e políticas públicas de Michigan, Justin Wolfers, escreveu um artigo para demonstrar que pessoas com renda maior são mais felizes. Não é “achismo” do mestre, mas resultado de uma pesquisa do projeto "World Values Surveys", patrocinado pelo Banco Mundial e pelo Gallup. Apurou-se que um aumento de 10% na renda proporciona equivalente acréscimo de felicidade.

Não há um teto a partir do qual a correlação deixa de existir. Até os ricos – e principalmente os ricos – ficam mais satisfeitos quando sua fortuna engorda.

Também se pesquisou o impacto do dinheiro nos ganhadores de loterias. Também se concluiu que, maior o valor recebido, maior a sensação de felicidade. E um bem estar que não desaparece no curto prazo. Prolonga-se por mais de uma década, segundo os dados obtidos, agora na Suécia.

Outra pesquisa, realizada por profissionais da Universidade de Ohio, trabalhou com os correntistas milionários dos bancos americanos. Indagou-se a esses ricos, em meio a uma série de questionamentos, algo a respeito de felicidade. E a conclusão foi a mesma: quanto mais ricos, mais felizes eram. Mas também se chegou a uma constatação interessante: a forma como o dinheiro é obtido implica em grau diverso de felicidade. Quem trabalhou para conquistar a fortuna expressa felicidade maior do que o herdeiro de milhões. O ser humano continua a valorizar mais aquilo em que coloca esforço próprio.

Um professor de psicologia da Universidade Estadual de São Francisco trouxe um dado interessante: a felicidade é maior quando o dinheiro é empregado em experiências para o endinheirado, do que usado para itens e produtos de ostentação. A ciência demonstrou que comprar experiência de vida, em vez de bens materiais, é o que vale. Em tempos de redes sociais, não adianta ostentar bens ou até felicidade falaciosa. Estar de bem com a vida é algo personalíssimo. Não depende dos outros. Se depender, então não há felicidade verdadeira.

José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Geral e Profissional”, 13ª ed., RT-Thomson Reuters
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