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Aos jovens estudantes

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27 de outubro de 2017
Por Guaraci Alvarenga

Começa a temporada de vestibulares. Muito se tem falado na qualidade de ensino e na falta de oportunidades e de novos caminhos para os jovens brasileiros e, nas minhas aulas, tenho percebido que a maioria dos alunos pauta sua carreira pelo dinheiro.

Por incrível que pareça é hoje o emprego público, por intermédio dos concursos, a melhor garantia e segurança para quem busca um futuro menos ameaçador e incerto. Uma triste realidade. Somos incapazes de sonhar.

A vida nos ensina que os que pensam somente no dinheiro, geralmente não o ganham. Perdem boas oportunidades de realização pessoal e deixam de acreditar que o dinheiro virá como consequência.

Isto me traz em mente uma história contada por Leonardo Boff, em seu livro “A águia e a galinha”, que merece nossa reflexão...

Narra a história que um camponês encontrou um filhote de águia perdido em uma floresta e resolveu criá-lo. Colocou-o num galinheiro junto com as galinhas. A ave vivia humilde em companhia delas, embora fosse a rainha de todos os pássaros. Depois de alguns anos, o camponês recebeu em casa um naturalista que, ao olhar para o galinheiro, percebeu logo a presença da águia. Intrigado, perguntou se aquele pássaro era realmente uma águia. O camponês confirmou, observando que ela foi criada como galinha, e como galinha nunca alçara as alturas.

O naturalista retrucou: tem o coração de águia. E este coração a fará, um dia, voar. Então, decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a ave, ergueu-a bem alto, impulsionou-a para voar, mas a águia pulou para junto das galinhas. Inconformado, o naturalista voltou no dia seguinte, desta vez subiu no telhado da casa. Não era possível que não voasse. Quando a águia viu as galinhas lá embaixo, pulou e foi para junto delas. Não resignado, levou-a para bem longe do galinheiro. No alto de uma montanha o naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: abra as asas e voe. A águia olhou ao redor, insegura, tremia ao experimentar uma nova vida. Segurou-a, firmemente, na direção do sol, para que pudesse ver a claridade e o infinito do horizonte. Neste momento, ela abriu as suas asas, grasnou um canto de liberdade e começou a voar para o alto, mais para o alto, até confundir-se com o azul do céu.

O naturalista tinha razão. Uma águia é uma águia e uma galinha é uma galinha.

Creiam que muitas vezes nos fazem pensar como galinhas. E por isso, jovens alunos, abram as asas e voem como águias. Jamais se contentem com os grãos que jogarem aos seus pés, para ciscar. Não repitam os erros cometidos nem copiem modelos desgastados pelo tempo. Busquem com inteligência e criatividade o seu espaço profissional. Pequem pelo erro e não pela omissão. Amem a vida. Não se acomodem. Lutem. Aprendam a recomeçar. Trabalhem sempre. Não parem. Isto já se chama sucesso. Sejam felizes.

O mundo não é, principalmente nosso Brasil, graças a Deus, uma obra acabada...

Guaraci Alvarenga é advogado
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