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Atualizemo-nos na era digital

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21 de outubro de 2017
Por José Renato Nalini

Queiramos ou não, estamos imersos no turbilhão digital. A 4ª Revolução Industrial é irreversível e nos apanhou a todos, os preparados – muito poucos – e os despreparados – uma legião.

Agora é hora de se pensar em inteligência artificial, em todos os setores da nossa vida. Ela já está na dinâmica de diversas atividades. A elaboração de projetos, o cálculo mais exato do valor do serviço, adequada análise dos custos, a margem de lucro, tudo é possível de se fazer com facilidade maior e em tempo menor. Com a inteligência artificial, o próprio software fornece todas as respostas.

Na medicina ela não só elabora diagnósticos, mas a utilização de smartphones, prontuários eletrônicos e as tecnologias vestíveis, chamadas “wearables”, tais como pulseiras de monitoramento cardíaco, traz exatidão e redução de despesas. Engana-se quem pensa que a automatização debilita o caráter humano da medicina. Ao se obter diagnóstico mais preciso, detalhado e propício à adoção da mais adequada terapêutica, permitirá ao médico dedicar mais atenção ao paciente.

No mundo das finanças, não é apenas a possibilidade de fazer negócios pela internet. Nem de fazer compras sem ter de ir ao supermercado, como o “home refill”. A obtenção de empréstimos e financiamentos pode ser mais rápida após imediata análise do passado do tomador, que deixa seu DNA no mundo dos negócios, se honrar seus compromissos. O avanço é tamanho que os bancos já dispõem de chatbots, programas que simulam conversa entre duas pessoas, mas das quais apenas uma é humana. É o cliente, que se satisfaz com um dos milhares de respostas possíveis após formular uma indagação, a ponto de nunca desconfiar que o seu interlocutor é a máquina.

Não se pretenda fugir da realidade. Ela está aí e só nos resta aderir a ela. Para isso, é bom se acostumar com verbetes que aumentam o neologismo, fenômeno com o qual já nos acostumamos e que, a cada dia, acrescenta espécies aos nossos dicionários. Fintech, por exemplo. Palavra que resulta da junção de “financial”, financeiro e “technology”, tecnologia. São startups especializadas em inovações tecnológicas destinadas ao mercado dos cartões de crédito, concessão de empréstimos, financiamentos e investimentos. E há mais exemplos de termos que se tornarão corriqueiros nos próximos anos.

“Machine learning” é uma forma de inteligência artificial que se serve de máquinas que utilizam técnicas avançadas, capazes de substituir funções cognitivas, associadas à aprendizagem intuitiva. A Tecnologia Watson, da IBM, se tornou famosa ao derrotar adversários humanos no programa de TV americana Jeopardy, em 2011, ao acertar mais respostas do que os concorrentes de nossa espécie. Dialog Service é ferramenta que permite aos desenvolvedores projetarem formas para que as aplicações interajam com usuários finais por meio de uma interface de conversação. Natural Language Classifier é instrumento que aplica técnicas de computação cognitiva para ajudar os usuários na criação de frases ou parágrafos mais elaborados. Faz-se uma consulta e o serviço devolve com termos-chave que são os mais adequados à formulação da resposta.

Retrive and Rank é o serviço que ajuda usuários a encontrar informações mais relevantes para as buscas, mediante utilização de uma combinação de pesquisa com algoritmos de aprendizado de máquinas que detectam sinais nos dados fornecidos.

Tudo isso resulta dos investimentos humanos em inteligência artificial, capítulo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas. Tudo aquilo que nós costumamos chamar de “inteligência”.

A espécie não se tornará obsoleta, salvo se escolher esse caminho. Mas tudo é melhor do que a alternativa do suicídio coletivo, ainda que em doses homeopáticas, assim como ocorre com o reiterado, insistente e cruel maltrato da natureza. A Terra já cansou de emitir sinais. Ela sabe que continuará a existir, embora prescinda da espécie humana para isso.

José Renato Nalini é secretário da Educação do Estado de São Paulo
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