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Balanço de fim de ano

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27 de dezembro de 2018
Por Kelly Galbieri

Acho que todo final de ano faço isso. Gosto de analisar como foi meu ano, quantos amigos novos eu fiz, quantos se afastaram de mim (também... não sou uma pessoa básica, sempre estou metida em polêmicas, desde que me entendo por gente sou assim), como foi meu lado profissional, quanto tempo passei com minhas filhas, enfim... tudo!

Fiz um levantamento profissional mais minucioso e vi que participei de quase 200 reuniões este ano! Caramba! Acho que é por isso que a minha cabeça não funciona bem. É muita informação para quase 50 anos de idade.

Mas também aprendi tanto com as pessoas com as quais estive. E minha vida mudou tanto. Meu jeito de enxergar as coisas, de lidar com os problemas, de acolher as pessoas.

Fui falar de Diversidade Sexual em 15 lugares. E como fui bem acolhida. Este sim é um presente e tanto! Quando chego em um lugar para falar sobre diversidade, trato também de preconceito, de tolerância e nunca sei o que vou encontrar. Mas vi neste ano de 2018, que embora estivéssemos em um ano muito difícil por conta das eleições presidenciais, as pessoas se dispuseram a me ouvir e debateram o assunto. Penso que só assim venceremos o preconceito. Não com o enfrentamento e sim com a conscientização.

Conscientização de que todos somos iguais, independente de cor, de raça, de credo, de orientação sexual, de gênero ou sua identidade ou qualquer outra diferença aparente.

Fiz alguns cursos que me deram mais coragem de falar em nome do meu grupo, como “Promoção e Defesa dos Direitos LGBT”, “Políticas LGBT”, “Escutatória”, mas nenhum foi como conhecer a Dra. Edith Modesto, que ao longo dos seus 80 anos de idade, trouxe a Jundiaí seu conhecimento, sua experiência, sua vivência, sua amiga e fiel escudeira Neusa e seu marido Lauro.

O que aprendemos com ela nunca mais sairá da nossa vida. Quem teve a oportunidade de conviver com ela nestes últimos quatro meses, tenho certeza, não terá mais a vida do jeito que tinha em agosto. O amor ela traz em seu olhar. A aceitação ela ensina. Cada vez que lembro da maneira com que ela trata o seu marido, penso que tenho que nascer de novo, pois nesta vida já não conseguirei ser nem perto de um ser tão bom quanto ela. Mas aprendi muito. Afinal, até para falar para os outros temos que aprender a ouvir e para ouvir temos que nos preparar porque não dá para querer palpitar em tudo sem base alguma.

E ainda ao longo do ano tivemos 20 eventos da Assessoria de Políticas para Diversidade Sexual na cidade. Quero muito aumentar este número em 2019, mas mais do que isso, quero aumentar a participação das pessoas nos eventos. Não apenas do público LGBT. De toda a população. Queria ver meus amigos, minha família jundiaiense e região se sentindo parte de um grupo maior e que não separasse por “caixinhas” uns e outros.

Quem sabe... talvez seja utopia. Talvez seja aquele famoso sonho de fim de ano. Mas quem não tem? Quem não faz o balanço e já as promessas e sonhos para o ano seguinte?

Então o meu está aí! Que venha 2019 com este novo olhar!

Kelly Galbieri é advogada e assessora de Políticas para Diversidade Sexual na Prefeitura de Jundiaí
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