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Do pai para filhos!

Jundiaqui
26 de dezembro de 2018
Por Vera Vaia

Esse mundo está tão de cabeça pra baixo que, às vezes, no silêncio da madrugada, fico pensando como era quando tudo começou e como deve ter sido elaborada a logística para a distribuição dos povos.

Imagino que o Criador pensou em construir vários “ambientes” para agradar às diferentes pessoas que ele pôs aqui.

Resolveu colocar seres humanos de várias cores, com vários idiomas, pessoas de várias crenças e até sem crenças. O objetivo? Como saber?

Podemos imaginar que tenha sido para que o mundo não caísse na monotonia, ou pra gente ter onde viajar, ou pra ter mais matéria de história pra estudar... sei lá!

Imagina-se também que ele tenha orientado pessoalmente os povos para que seguissem seus rumos sozinhos, sem precisar da ajuda de ninguém.

Mas para dar uma complicadinha criou o Primeiro Mundo, o Terceiro Mundo e o Segundo Mundo que ninguém menciona mas que, acredito eu, seja aquele que não ficou de recuperação, só que ainda não conseguiu nota dez em todas as matérias.

Acho que é o caso do México!

Deus deve ter dito para os mexicanos: vou dar um país bonito pra vocês, com mar, montanha e muito sol. Mas não se preocupem com isso! Vocês vão ganhar um enorme chapéu que poderão chamar de “sombrero” para que fiquem protegidos dele. Vou também dar uma terra adequada para plantar frijoles e pimentas das mais variadas espécies, bem ardidas. Mas também não precisam se preocupar com isso, pois vos darei orifícios anais de boa qualidade para que possam aguentá-las.

Só que tudo isso tem um preço: vocês mexicanos, não poderão atravessar a fronteira com o país vizinho, e ainda vão ter de tomar conta dela para que hermanos guatemaltecos, hondurenhos, salvadorenhos e nicaraguenses não queiram fazer o mesmo. Lá é o primeiro mundo e vocês não estão aptos para encarar esse modo de vida.

Por enquanto só estou pedindo, mas se vocês insistirem nisso vão ter problemas. Nem eu vou conseguir impedir o surgimento de um homem cor de laranja por lá, que vai barrar a passagem de vocês para o outro lado.

Sabem como ele vai fazer isso? Construindo um enorme muro que vai custar muitos bilhões de dólares! Ele estará tão empenhado nisso, que vai até paralisar o governo, se preciso for, para pressionar os parlamentares a autorizarem a liberação da verba. Pensaram no prejuízo que estariam causando ao vizinho?

Vocês podem até argumentar que a situação está complicada onde moram, que gostariam de fazer um pé de meia na terra do Tio Sam, que estão pensando no futuro dos seus filhos e também que essa história de muro é coisa do passado (até concordo), que quem ainda tinha, mesmo que por outro motivo, já derrubou, etcetera e tal.

Só que esse último argumento não vai colar. Ele prometerá em campanha que vai construir esse paredão a todo custo, que abrir mão dele não estará no seu programa de governo e ainda vai dizer que será para impedir a entrada de drogas e de traficantes no seu país. (Cá entre nós, eu sei que essa é só uma boa desculpa que ele vai arranjar pra conseguir o dinheiro. Ele é capaz de qualquer coisa! Até de dizer pra uma criança de sete anos que ela não tem mais idade pra acreditar em Papai Noel).

Entonces, hijos, melhor que vocês não fiquem cutucando a onça com vara curta, porque enquanto esse muro não fica pronto, um contingente de soldados armados estará à espera de vocês. E o que acontece com alguém que chega do outro lado, todos sabemos!

Mas não desanimem. Estou aqui para desejar um Feliz Ano Novo a todos, e pra pedir desculpas se as coisas não saíram como eu imaginava! Perdón, amiguitos!

Vera Vaia é jornalista
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