Jundiaqui
Jundiaqui

Inventário dos Recursos Naturais dos Municípios

Jundiaqui
6 de junho de 2019
Por Afonso Peche Filho, especial para o JundiAqui

A cidade tem a capacidade de exercer influência significativa em seu ambiente territorial. São históricas as atividades de construir tecido urbano, incentivar indústrias, comércios, produção agrícola e mais recentemente consumir energia e água tratada. Atividades que impactam cumulativamente o ambiente, principalmente quando buscamos tornamos mais “civilizados” e sofisticados em nosso estilo de vida.

Parece que a busca pelo “desenvolvimento” dificulta para a sociedade perceber a sua responsabilidade frente ao ecossistema que ocupa. Gradualmente evoluímos para uma perda de sensibilidade com a natureza e com a posição em pé de igualdade com todas outras formas de vida. Todo município é rico em seu patrimônio de recursos naturais. É fato que cidades perdem suas riquezas naturais mergulhando em um caos sem volta.

Fica evidente a necessidade de reconhecer as pressões de “desenvolvimento municipal” sobre as terras disponíveis. As paisagens, os espaços e cenários remanescentes estão ambientalmente cada vez mais sensíveis. Um agravamento das condições atuais é perfeitamente previsível em função do acelerado ritmo de favelização, inundações, erosões e sedimentação, entre outros riscos.

Antecipar aos impactos ambientais futuros é na verdade a diretriz mais sensata para o “real desenvolvimento” municipal. O ritmo do desenvolvimento em escala econômica está em curso, principalmente com a globalização. Urge propostas efetivas para o desenvolvimento municipal em escala humana sob a pena agravada pelos irreversíveis impactos de futuras perturbações influenciando a qualidade do habitar e o bem-estar citadino.

Na verdade, todo município deve buscar um Inventário de Recursos Naturais em todas as suas bacias hidrográficas para documentar recursos e restrições ambientais. O processo de inventário resulta no surgimento de temas recorrentes, ou seja, as inter-relações entre todos recursos naturais, as implicações de longo alcance do impacto humano e as diversas oportunidades para o desenvolvimento ambiental do município.

Esse tipo de documento consiste, em um inventário de recursos naturais e correspondentes recomendações de gestão. Com o recurso do Geoprocessamento uma variedade de mapas e ilustrações servem para representar áreas de importância para proteção ecossistêmica ou condições ambientais existentes nos diferentes espaços do território. Não é por falta de tecnologia e capital humano que o município não vai redesenhar o seu futuro hoje sombrio.

Afonso Peche Filho é pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas

Jundiaqui
Você vai
gostar de

De Jundiahy 1919 a Jundiaí 2019

JundiAqui faz um comparativo para mostrar as diferenças neste último século em nossa cidade

Panela de avó

Como um objeto aparentemente insignificante, mas que é fundamental na cozinha, guarda tanta memória?

Puro talento marca obra do mestre Argemiro Saviolli

Ainda menino ele ganhava alguns trocados pintando os trabalhos escolares de outras crianças

Santa Angela lança “Janela para o Futuro”

Projeto envolve ações sociais e ambientais com planejamento e resultados para médio e longo prazos
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.