Jundiaqui
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Mudança de pele

Jundiaqui
26 de dezembro de 2018
Você já deu, 2018. Agora é a vez do novo tomar conta. Que venha logo 2019!

Cláudia Bergamasco

Já não era sem tempo.

Você, 2018, tinha mesmo que ir embora. Para mim, os seus dias parecem ter sido um buraco negro: nada de bom, só o vácuo e as sombras aflitas

Eita, como você foi ruim comigo, 2018, Deus há de concordar

Muita coisa, demais, aconteceu tudo junto e misturado

Outras aos poucos, ao longo dos seus 365 intermináveis dias

Foi difícil aguentar

O melhor agora é trocar o chip, rodar o dial, trocar de canal, comprar um novo HD, virar a página, desenhar uma nova vida

Trocar de pele, como fazem certos animais de tempos em tempos

Trocar de casca, como fazem certas árvores de tempos em tempos

Para renascer fortalecidos, sermos melhores

Esquecer o que passou, partir para outra

Para outro ano

Outras expectativas, esperanças renovadas, outra pele

Segurança, solidez, solicitude, solidariedade, paz

Essas são algumas das coisas que a gente quer quando um ano termina e outro começa

Saúde também

Mais amor também

Novos amores, quem sabe

Embora o amor seja uma loteria, a mais difícil delas

Novas viagens, novas perspectivas, novos olhares sobre coisas antigas

Soluções à vista

Novidades por aí

Quando?

Quem saberá? Desconfie de quem diz saber

O que sei é que, desta vez, eu domino. Você nunca mais me dominará

Quero que todas as redes e enredos do mal, inúteis, virem nuvens azuis e fluidas com formas de animais, os mais variados e lindos, e que nos tragam somente alegrias

Nuvens como um grande algodão doce: coloridas, brilhantes por raios solares com efeito de gliter multicor. Igual à nossa vida daqui para frente
Basta de perseguições. Baboseiras que não levam a nada a não ser o estresse que adoece, deprime, entristece, endoidece, gera dor

Chega! Agora é a vez da luz

De andar descalça na terra, na grama, na areia, na água, na piscina, no mar, nas pedras

Tempo de fechar os olhos por um segundo, ver tudo o que passou por um segundo, como num filme, e não repetir esse déjà-vu

Nada de retrovisor, de retrospectivas

Sem que a gente entenda direito, 2019 já nos acena dias de uma vida íntegra, de estar no comando do leme, de decidir o curso das nossas vidas

Neste péssimo ano de 2018, curvei-me para frente e para trás, tentei ver se poderia descobrir algo por lá, mas a escuridão que havia ali não me permitiu fazê-lo

Ok, faço mea culpa e admito que houve muitos momentos de procrastinação

Escrevi amontoados à vontade. Nada publicado

No entanto, em meio às agruras deste 2018, aprendi que um desejo constante de se surpreender com o mundo cotidiano tem o poder de deixar cada momento de nossa vida muito mais rico, excitante

Tive muitas recaídas. Não é preciso ser Freud para saber que desejos sexuais podem ser sublimados na forma de ambição e outras paixões

Não, eu não me apaixonei por nada nem ninguém (quem dera), mas não deixei de querer. Ainda quero

Querência é quase tudo que a gente precisa para a coisa dar certo

Aquele empurrãozinho

Quando o relógio bater meia-noite do dia 31 de dezembro, estarei ali, viva, vendo os fogos, o novo se firmar e ir se fortalecendo

Que 2018 termine e tudo recomece de forma pulsante, estimulante, feliz em 2019

Sempre olhando para frente

Flertando com as emoções, os desejos

Que, certamente, hão de se concretizar

Sempre

Todos os anos das nossas vidas

Felicíssimo 2019!

Cláudia Bergamasco é escritora
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