Jundiaqui
Jundiaqui

O ano em que meus pais saíram de férias

Jundiaqui
3 de julho de 2017
Dr. Didi conta outra história, a dos ministros juízes que saíram de férias e resolveram dar algumas liberdades
Cao Hamburguer fez esse filme que foi lançado em 2006 com Caio Blat e Paulo Autran no elenco.

A história é de 1970, no auge do regime militar.

Um garoto é levado para outra família, porque seus pais foram presos.

Quando pergunta por seus pais, lhe é dito que saíram de férias.

Agora aconteceu o contrário. Foram os ministros juízes que saíram de férias e resolveram dar algumas liberdades.

Parece uma atitude moleque. "Já que é para esculhambar, vamos esculhambar!"

Fica parecendo, no entender de Marco Aurélio Melo, quando de sua sentença em relação ao Aécio Neves.

Não samos mais "coxinhas ou mortadelas e sim pamonhas", como diz Ricardo Boechat.

Não conseguimos entender como funciona o judiciário brasileiro e quais são as verdadeiras atribuições do Ministério Público.

Há um atropelo de funções e parece que ninguém entende o que é ou não constitucional. Situações, tais como briga de cartomante x madame, que não teve o marido de volta. Pagamento de taxa de permanência de mercadoria que não foi combinada. Decisão do Brasileiro de 1987 viram assunto para resolução no Supremo. Passam-se tardes inteiras em entediantes monólogos de suas senhorias...

Tenho ouvido de eminentes juristas que, na realidade, os processos é que são mal feitos e as provas insuficientes.

As denúncias são mal embasadas e favorecem os réus, numa instância superior, como aconteceu com Vaccari dias desses.

Como não há mais sigilo, a sociedade percebe, via imprensa, que o crime aconteceu. Há provas cabais e pronto.

É verdade que a presunção de inocência é um direito de todos. No entanto, o país padece à espera não de Godot e sim da mitigação da fome de 14 milhões de pessoas desempregadas e da queda de renda de quase toda população ávida de serviços decente e humano em hospitais, escolas e preocupada com a própria vida em nossas ruas.

Até.

Diógenes Augusto Archanjo da Silva, o Dr. Didi, é médico ortopedista




Jundiaqui
Você vai
gostar de

Vereador queria demolir o Solar do Barão

Por Vivaldo José Breternitz

Coração

Wagner Ligabó lembra que palavra aparece 876 vezes na Bíblia Sagrada

Jundiaí desenha futuro de suas águas

Por José Arnaldo de Oliveira

Jura toca bar há 42 anos no mesmo ponto

É na Ponte São João aquela que talvez seja esquina mais tradicional entre todas as que têm um boteco em Jundiaí
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.