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O Brasil melhorou?

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7 de janeiro de 2019
Por José Renato Nalini

Para 72% da população, o País piorou! Ou seja, sete em cada dez brasileiros acredita que a situação do Brasil deteriorou nos últimos meses. Em abril, esse percentual era de 52%. E a expectativa para o futuro, em compensação, também não é boa. A maior parte dos que foram ouvidos acreditam que nada vai melhorar.

Indagados sobre a vida pessoal, 49% dos brasileiros dizem ter sofrido retrocesso econômico. Não há dúvida de que o mau humor é o sentimento disseminado nesta República pessimista, que não vê motivos para se entusiasmar. A inflação, silenciosa e insidiosa, chega aos postos de gasolina e aos supermercados. Os planos de saúde, pagos por aqueles que são esfolados com a mais alta carga tributária do planeta, aumentaram 22%. O desemprego aumentou. De 12,2% no trimestre passado, chegou a 12,9% no segundo trimestre de 2018. E o dólar subiu, o euro também, trazendo pânico para o mercado.

Enquanto isso, as promessas dos candidatos estão na platitude. Ninguém assume a coragem de dizer que o governo é excessivo, que há Estados-membros que não têm condições de subsistência só por si – e deveriam voltar a ser Territórios – e que os municípios idem – se não têm receita, têm de voltar a ser distritos.

Quem é que acredita na redução do número de partidos políticos? Ou na extinção do Fundo Partidário? Ou na proposta de que o exercício legislativo seja gratuito, por pessoas eleitas que continuem a extrair seu sustento de suas profissões, já que não existe a “profissão político”?

O povo tem razão, portanto, para estar descrente. É por isso que a nata da inteligência vai para outros Países. E que haja uma grande vontade de ir embora, por parte daqueles que não podem sair ou não têm para onde ir. Pois se pudessem e tivessem, já teriam partido.

O que será do amanhã, se ninguém consegue diagnosticar o que é, como pensa e o que fará a geração que já nasceu conectada à internet? Para a “geração morango” da China, o diagnóstico é de que ela tem ótima aparência, mas é facilmente esmagada por qualquer pressão. Para a agência americana Box1824, ela é a GenExit – geração saída – exatamente porque está ansiosa em busca de saídas para a armadilha de um mundo sem promessas, nem ilusões. Há rótulos, há explicações, há teses e há versões. Só não há certeza quanto ao amanhã.

José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e conferencista.
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