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O “chocho” da modernidade. Um perigo?

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24 de outubro de 2018
Por Wagner Ligabó (crônica)

Hoje fica aqui uma crítica a nós, habitantes do século XXI, ano 2018.

Incomoda atualmente ver a grande maioria das pessoas se considerarem experts do que podemos classificar de “o tudo”, mas que, ao ficarem sem seu celular ou tablet, sentem-se “o nada”. Efeito “kriptonita”!

Vivemos uma síndrome insuportável de não autenticidades, tanto no dia a dia, na profissão, no relacionamento interpessoal, nas opiniões. Um festival de debates e colocações inconsistentes, tudo muito chocho, apêndices desprovidos de autoconhecimento de pedigree. Cultura rasa incensada pela sabedoria dos Googles da vida.

Uma avalanche de avanços tecnológicas tem modificado nossa vida de forma radical. Ainda que seja inegável considerar que tais avanços resultaram em melhoras inimagináveis, abrindo perspectivas que, até poucas décadas atrás, eram meras fantasias, por outro lado estamos pagando um preço elevado por elas.

Albert Einstein comentou, há algumas décadas: "tenho medo do dia em que a tecnologia superará o relacionamento humano. O mundo terá uma geração de idiotas."

Mais recentemente, em 2015, Umberto Eco afirmou em uma entrevista que “num mundo com 7 bilhões de pessoas, você não concorda que existe muitos imbecis? Na internet o imbecil pode opinar sobre tudo o que não entende.”

Na medicina posso lhes dizer com segurança: os “pacientes” transformaram-se em “impacientes”, consultam o Dr. Google, fazem seu diagnóstico e usam o médico como “instrumento” autorizado a solicitar exames e a prescrever medicamentos.

Haja paciência e tolerância!

Agora no WhatsApp, Twitter, Facebook a coisa banalizou geral. E na política então? Melhor parar por aqui.

Para o mundo que eu vou descer!

Wagner Ligabó é medico cardiologista e vereador em Jundiaí
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