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O idoso, o meio ambiente e o ambiente do meio

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14 de julho de 2017
Eusébio dos Santos lembra que idoso não tem que pensar em preservar o Planeta só para os netos, mas também para si próprio

A relação homem natureza remonta a tempos imemoriais, uma vez que quando surgiu a humanidade, o que se entende por natureza já se fazia presente. Assim está nas escrituras bíblicas ou postulado na teoria das espécies de Charles Darwin.

A preocupação em preservar este meio ambiente, em cuidar do Planeta também não é nova e já passa da terceira idade.

O primeiro passo foi dado pela ONU, 27 anos após sua fundação, na Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente, realizada entre os dias 5 e 16 de Junho de 1972, na capital da Suécia, Estocolmo, com a participação de 113 países. Nessa época muitas das pessoas que hoje se encontram na terceira idade eram jovens de 30 e poucos anos que hoje compõem a população idosa.

Apesar de ecologia e meio ambiente serem temas que preocupem a todos, houve um intervalo muito grande de uma conferência para outra. A segunda se deu entre os dias 3 a 14 de junho de 1992, portanto 20 anos depois, na cidade do Rio de Janeiro, onde participaram 179 países, ficando conhecida como ECO-92; a partir dela nasceu o protocolo de Kyoto, assinado em 1997.

Em 2002, dez anos após a ECO-92, a ONU realizou a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em Joannesburgo, na África do Sul, com 188 países, quase o total das 193 nações reconhecidas pela Organização das Nações Unidas.

Em 2012 houve a Rio+20 com a presença de todos os países signatários da ONU. Não é por acaso que o Brasil sediou duas conferências, isso por
termos a Amazônia, conhecida como o pulmão do mundo, além de
possuirmos uma biodiversidade gigantesca e fascinante.

Nós, idosos, agíamos pensando em preservar para as gerações futuras, porém os avanços da ciência e tecnologia fazem com que nós mesmos sejamos usufrutuários desta consciência ecológica, ainda capenga, mas bem diferente dos desmandos anteriores àquelas reuniões globais.

Podemos fazer mais do que já foi feito, nos posicionando junto às Organizações Não Governamentais e ao poder publico com ações simples, que vão desde não jogar óleo de cozinhar no ralo da pia
até a coleta seletiva de lixo.

Se não gostamos de ver nossa casa suja é de se acreditar que sendo o Planeta Terra nossa casa devemos mantê-lo limpo.

Podemos cobrar dos governantes uma melhor política de preservação ambiental, haja vista que muito do que foi discutido, proposto e prometido nas conferências não saíram do papel.

Algumas cidades já disponibilizam cartilhas para os idosos com orientações de preservação do meio ambiente. Isso pelo que foi dito
acima - no passado se preservava para os outros, hoje vimos que é
para nós e por nós.

Podemos lutar para que toda cidade tenha a sua cartilha e que seja uma nova disciplina no currículo escolar, iniciando-se no ensino fundamental, acabando com as lembranças de datas comemorativas ou em chamamentos feitos em cartolinas pedindo para não desmatar.

A preocupação de todos e para alguns ainda é “que Planeta vai
deixar para os filhos e netos”, certo?! ERRADO! A grande verdade é
que construímos o Planeta para nós mesmos.

Hoje, nós, os idosos, temos a consciência de que o meio ambiente que ajudamos a preservar, ou não, é dos filhos, netos, bisnetos e principalmente nosso.

Ainda há muito que se fazer para melhorar a vida do Planeta e a nossa.

Devemos ficar atentos às escolhas, comprando produtos de marcas que se preocupam com o coletivo, procurando alimentação saudável, especialmente não consumindo produtos com agrotóxicos e/ou os transgênicos.

Somos muitos e somos um, se pensarmos assim teremos um Planeta com melhor qualidade de vida e propondo um envelhecimento com qualidade.

Eusébio Pereira dos Santos é administrador de empresas, diretor do Celmi e defensor de mais qualidade de vida aos idosos
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