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O incrível escritor robô

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17 de agosto de 2018
Por José Renato Nalini

Embora seja claro que subsistirão as carreiras criativas, providas por pessoas empreendedoras e flexíveis, aptas a compreender o semelhante e, portanto, o mundo, a 4ª Revolução Industrial nos reserva muitas surpresas.

Algo que parece impossível é a substituição do escritor pelo robô. Já existe uma automação de narrativa muito eficiente. Para Klaus Schwab, que criou o Fórum Econômico Mundial, “algoritmos sofisticados podem criar narrativas em qualquer estilo apropriado para um público específico. O conteúdo soa tão humano que um teste recente, efetuado pelo jornal The New York times mostrou que, ao ler duas peças semelhantes, é impossível dizer qual delas foi criada por um autor humano e qual foi produzida por um robô”.

É tão veloz e surpreendente essa tecnologia, que Kristian Hammond, cofundador da Ciência da Narrativa, empresa especializada em geração automatizada de narrativas, prevê que, ainda na década de 2020, 90% das notícias poderão ser geradas por um algoritmo, a maior parte delas sem qualquer intervenção humana, ressalvada a criação do algoritmo.

Durante o Fórum Econômico Mundial, solicitou-se que os diretores de RH dos maiores empregadores atuais em dez indústrias e quinze países imaginassem o impacto ao emprego, trabalho e competências até 2020. Concluíram que a demanda recairá muito mais sobre as habilidades de resolução de problemas complexos, competências sócio-emocionais e de sistemas e menos sobre as habilidades físicas ou competências técnicas específicas.

Esse recado precisa surtir efeito na cabeça de todas as pessoas. Tudo aquilo que o ser humano fazia como senhor absoluto da criação, hoje pode ser realizado por máquinas. A Inteligência Artificial é uma realidade presente, não é mais ficção científica. As criaturas têm de se convencer de que é impossível permanecer parado, enquanto o mundo muda e nós mudamos com ele.

Não haverá lugar para a “decoreba” na escola, nem como parcela exigível nos concursos para ingresso em carreiras ainda ambicionadas. O talento é requisitado para revisitar funções que não podem prescindir de humanidade e encontrar atividades prazerosas, gratificantes e rentáveis é o desafio posto para todos os que pretendam viver melhor nos próximos anos.

Quanto àquele romance que você escreveria, saiba que o algoritmo poderá fazê-lo mais rapidamente e com êxito maior do que se você mesmo o elaborasse. É o mundo novo, que chega para o homem velho.

JOSÉ RENATO NALINI é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista
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