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O Jardim dos Contini, dos Lauro e dos Torquato!

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2 de junho de 2017
Vera Vaia escreve sobre o terremoto político e vislumbra o que pode ocorrer com a Lava Jato

"O Jardim dos Finzi Contini" é uma belíssimo filme de Vittorio de Sica, que retrata a vida de uma família de judeus italianos muito ricos, que vivia numa enorme propriedade em Ferrara, no Norte da Itália. Na época, em 1938, a Itália de Mussolini começou a fechar o cerco contra os judeus. Nem mesmo todo o dinheiro e toda pompa dos Contini permitiam que eles frequentassem clubes e outros recintos, então abriam os portões do verdejante jardim para jovens, amigos e jogadores de tênis, já que tinham sido banidos da associação onde praticavam o esporte.

E o que isso tem a ver com o Brasil e com a atual situação política brasileira? Nada!

Só me lembrei dele, porque aqui os jardins que "floresceram" nesse mês de maio, chegaram para causar estupefação!

Primeiro foi o jornalista Lauro Jardim, responsável pela coluna "Radar On-Line", que botou a boca no trombone e ligou o ventilador. Deu como furo de reportagem na Globo, no dia 18, às 19h30, a notícia que provocou um abalo sísmico de 9 pontos de magnitude na escala Richter, na nossa já abalada política atual.

Soltou a gravação do açougueiro Joesley Batista onde, teoricamente, Temer teria concordado com a continuidade da entrega das malas de dinheiro que estavam engordando ainda mais o cofre-porquinho do Eduardo Cunha.

O terremoto ocorrido em Brasília também causou estragos em Minas Gerais e os escombros atingiram em cheio a cabeça do senador afastado Aécio Neves, que pediu dois milhões de reais ao sujeitinho da JBS.

É claro que Temer contesta a veracidade da fita e que Aécio contesta a declaração.

O primeiro, manda seu perito dizer que a fita foi editada e apagada por várias vezes e o segundo, com cara de cachorrinho que foi enxotado de casa porque fez xixi no tapete, vem, em vídeo, tentando passar a ideia de que foi só um empréstimo que ele pediu ao moço, porque "não fez dinheiro na vida pública", numa interpretação merecedora do prêmio Framboesa de Ouro!

Depois de todo esse bafafá, resolveram que o jardim estava mais é precisando de uma poda, então "jardineiros" de vários partidos pegaram suas tesouras e enxadas e começaram a movimentar a terra. Alguns saíram em defesa da árvore que está prestes a ser derrubada. Os outros que são a favor da limpeza, já estão em cima do trator, prontos pra gritar "madeeeeeeeira"!

E em meio a essa turbulência, mais um ti-ti-ti pra dar pano pra manga!
Y asi, medio bailando, medio volando, aparece el, o novo ministro da Justiça e da Segurança Publica, Torquato Jardim.

Esse Jardim, que tem um vasto currículo, saiu das profundezas da Transparência para assumir o cargo que estava sendo ocupado até então pelo esquenta-cadeira Osmar Serraglio. (Primeiro ele esquentou a cadeira pro Rocha Loures na Câmara dos Deputados, e agora pro Torquato no Ministério).

Mas por que esse novo ministro está provocando tanta polêmica?
Bom, em primeiro lugar, porque com ele, parece que o pescoço do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, está bem próximo da guilhotina, embora Torquato diga que ainda não sabe o que vai acontecer.

Mas se acontecer isso será mesmo motivo de preocupação geral. As investigações da Java Jato estão caminhando bem com Daiello. E se ele for trocado por um que, digamos, não tenha tanto interesse assim de levar a coisa adiante, e que esteja disposto a agradar só aos gregos, sem troianos e corruptos em geral?

Torquato Jardim, ao que parece, não leva muito a sério esse assunto que envolve dinheiro sujo nas campanhas eleitorais. Ele disse em entrevista: "Se a doação entrou legalmente, não interessa a origem", o que, segundo a publicação de "O Antagonista", reproduz o pensamento da máfia em relação à lavagem de dinheiro.

E sobre a segurança pública, o novo ministro se limitou a dizer: "Minha experiência em segurança pública foi ter duas tias e eu próprio assaltados. Em Brasília e no Rio de Janeiro."

Diante disso, vamos torcer para que ele, pelo menos, tenha experiência em Justiça, e que leve essa palavra ao pé da letra durante sua gestão.

Vera Vaia é jornalista

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