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O trem com restaurante e o filé inesquecível

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22 de dezembro de 2018
Por Vivaldo José Breternitz

Trabalhando em São Paulo desde 1971, ainda me recordo quando os trens  eram um excelente meio de transporte entre a capital e Jundiaí, diferente do que se oferece hoje. Mas aqui quero falar dos trens de longo curso da Cia Paulista de Estradas de Ferro, que ligavam São Paulo às barrancas do rio Paraná, mais especificamente os carros restaurantes que faziam parte dessas composições.

Antes um parênteses: não vivemos essa época, mas houve um tempo em que, para ir a esses carros restaurantes, era necessário ao homem o uso de paletó e gravata e ainda tinha que pegar uma senha, porque normalmente havia fila de espera por uma mesa.

De volta aos restaurantes sobre trilhos, eles eram ideais para se tomar uma cervejinha (sempre gelada) acompanhada de porções de fritas ou queijos, sendo ainda mais especiais os jantares - o mais sofisticado a bordo que se oferecia era o Filé Arcesp.

O consagrado jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão, natural de Araraquara, que muito viajou nos trens da Companhia Paulista, lembra o filé: "Era um bife muito grande, com tomate, cebola, e vinha acompanhado de arroz", descreve Loyola. "Até hoje lembro do aroma."

O nome do prato homenageava passageiros muito frequentes: os "viajantes", como eram chamados na época os vendedores, sendo Arcesp a sigla da entidade que os reunia, a Associação dos Representantes Comerciais do Estado de São Paulo.

A receita original se perdeu, mas das lembranças de viajantes é possível garantir que trazia filé mignon, tomate, cenoura, cebola e ervilhas, além do tempero, sendo que o acompanhava arroz branco.

Por Vivaldo José Breternitz, do blog Jundiahy Antiga
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