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9 de janeiro de 2019
Por José Renato Nalini

Um dos problemas brasileiros decorrentes de nossa incipiente consciência a respeito de sustentabilidade é o da ausência de logística reversa. No Primeiro Mundo, quem fabrica um produto é responsável por sua vida útil e pela reciclagem do que restar após haver atendido à destinação para a qual preordenado. Aqui, além de inexistir essa responsabilidade por parte do fabricante, a quase inexistente educação ambiental acarreta danos nefastos para a natureza e para as pessoas. Tudo é descartável, tudo é arremessado fora nos lugares mais insólitos. Lixo abundante e disperso. Cidades imundas. Atestado de nossa total ignorância ecológica.

Enquanto isso, a 4ª Revolução Industrial a produzir milagres. O gerenciamento de ativos por parte de quem possui discernimento é inteligente. Produtos e serviços se beneficiam da melhoria de recursos digitais que agregam valor e geram renda maior para fabricantes e prestadores.

Novos materiais convertem os bens em coisas mais duráveis e resistentes. Dados e análises transformam o papel da manutenção. A Tesla comprova que as atualizações de software e conectividade por meio da tecnologia “over-the-air” (no ar), podem ser utilizadas para aprimorar um automóvel. Isso acabará com a depreciação que todos experimentamos. Quem já não sofreu a decepção de sair com o carro zero da concessionária e tomar conhecimento de que, naquele dia, ele já perdeu 30% do seu valor de compra?

A manutenção proativa maximiza a utilização do produto. Em lugar de procurar falhas específicas, usam-se dados comparativos sobre o desempenho, com base nos informes colhidos pelos sensores e monitorados por algoritmos. Eles avisam quando uma parte do equipamento está fora dos parâmetros normais de funcionamento.

Imagine-se o que isso poupará de acidentes e de mortes, em relação às aeronaves. Monitoramento exato permitirá detectar falhas e proceder aos reparos necessários ou à eventual substituição da peça defeituosa.

Abre-se um potencial enorme de diversificação de negócios, de melhor aproveitamento do material, de economia e de racionalidade, mas isso é próprio de países que passaram por guerras, que sabem o valor das coisas e que não foram abençoados com um solo fértil, “no qual em se plantando tudo dá”. Em países deste último tipo, prepondera o desperdício, a cultura do descarte, a falta de interesse em sair da pobreza material, que só é inferior à indigência moral de grande parcela dos que se dedicam à política.

José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e conferencista.
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