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Quem quer morrer logo?

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25 de maio de 2019
Por José Renato Nalini

Aparentemente, ninguém. Afora os suicidas. Mas os governos parecem fazer essa escolha em nome de seus governados. O relatório do painel científico da ONU sobre a mudança de clima desenha um cenário dantesco. Para fugir da catástrofe, a transformação da economia mundial terá de ser feita em velocidade e escala sem precedentes.

O mundo que se avizinha não terá comida, mas terá muitos incêndios das matas que sobrarem. Desaparecerão os recifes de corais. Furacões, vendavais, tsunamis, inundações e desertificação, tudo será mais frequente e mais acelerado.

Se as emissões dos gases causadores do efeito estufa continuarem ao ritmo atual, a atmosfera vai aquecer mais um e meio grau centígrado. Não apenas serão inundadas as áreas costeiras, mas o mar fará estrago com todas as cidades litorâneas. As secas e a pobreza se intensificarão.

Sinais muito preocupantes já são detectados. Todas as ocorrências sinistras derivadas da natureza ultrajada são hoje mais intensas e ocorrem a intervalos cada vez menores. O custo dos danos é avaliado em 54 trilhões de dólares. Nada é impossível de ser feito. Mas os próprios cientistas não acreditam numa retomada da consciência ambiental, porque os políticos são inumanos: o único horizonte que têm em mira é o das eleições.

O relatório foi elaborado por 91 cientistas de 40 países, que analisaram mais de 6 mil estudos científicos. Exige-se uma verdadeira conversão do ser humano. A poluição causada pelos gases do efeito estufa precisaria cair em 45% até 2030 e em 100% até 2050. Não existe maneira de mitigar a mudança do clima sem eliminar o uso do carvão.

Os chefes de governos mais egoístas não acreditam na ciência. Mas não serão poupados das consequências do que se aproxima e com força inaudita. Estados Unidos, Bangladesh, China, Egito, Filipinas, Índia, Indonésia, Japão e Vietnã, são os que mais estarão expostos à perda de território em virtude da elevação do nível do mar.

Mas quem garante que isso não chegará aos oito mil quilômetros de costa brasileira? Já não há sinais de que o mar está avançando? Bastante no nordeste, mas também em nossa Santos, que tem de fazer obras de urgência e que são paliativas.

Vamos continuar a emitir 41 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano e condenar à morte milhões de inocentes, vítimas da prepotência, cupidez e ignorância dos que se consideram “donos do mundo”.

 José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e autor de “Ética Ambiental”, 4ª ed., RT-Thomson Reuters.
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