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“Se alguém quer matar-me de amor, que me mate no Estácio”

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17 de março de 2018
Pelo Dr. Didi

"Estácio holly Estácio", do saudoso Luiz Melodia. Mas não foi de amor que morreram Marielle e Anderson no Estácio. Foram balas de 9 mm ou .40.

Há 50 anos foram Luther King e Bob Kennedy. Guardadas as devidas proporções, até hoje os crimes ficaram nas suspeitas de quem os mandou para outra dimensão.

Já pipocam no "zapzap" vídeos e conversas, provavelmente "fakes", a alimentarem opiniões preconceituosas em um momento de profunda tristeza nacional.

Marielle era uma ativista e parlamentar democraticamente eleita. Seu trucidamento corre o mundo a nos envergonhar, junto a um sem número de pessoas fuziladas que sequer terão suas mortes investigadas. Homens, mulheres e crianças que serão apenas cadáveres.

Em outro artigo, logo após a intervenção do Rio ("Factoide?"), citei a falta de controle de armas e munições como ponto nevrálgico. Entram fácil pelas nossas fronteiras e são roubadas das instituições que lidam com a segurança, inclusive das forças armadas, em um verdadeiro mercado negro.

Estouram caixas eletrônicos e carros fortes com TNT todos os dias. A dinamite é produzida sob licença do Exército e daí vai para pedreiras, rodovias em construção etc. Como vai parar nas mãos bandidas? Bem, já viu né...

O que esperar de um país onde um deputado cassado - Roberto Jefferson- empareda um presidente que já é tetra investigado? Onde discute-se se quem já foi condenado em duas instâncias, precisa de uma terceira para ir preso. Onde um faccioso diretor da Polícia Federal é demitido e diz que "vim, vi, venci", ganhando um cargo de "aspone" na Europa. Onde não sabe-se quem é o candidato menos ruim para as próximas eleições.

A sociedade civil honesta e organizada tem o dever de retomar as rédeas de uma nação em permanente "apartheid" social que vai, inexoravelmente, destruir" cidades maravilhosas".

"O morro não tem vez e o que ele fez já foi demais. Mas olhem bem vocês se não cuidarem bem do morro, toda cidade vai chorar, vai chorar, vai morrer e vai matar".

Até!

Diógenes Augusto Archanjo da Silva, o Dr. Didi, é médico ortopedista
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