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Um coração de ouro

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23 de novembro de 2018
Por Guaraci Alvarenga

No convite, os versos de uma canção sertaneja composta por Milionário e José Rico: “Enquanto existir um amigo sequer, sozinho não caminharei”. A festa com toda a sua arrecadação para aqueles que a vida não foi generosa. Como não admirar José Afonso Davo, que tem o carinhoso apelido de “Fiinho”, um apaixonado pela nossa música raiz?

Trata-se de um homem de sucesso. Pai exemplar, marido companheiro. Amigo leal. Fez do seu encantado haras a sua menina dos olhos, um celeiro de cavalos campeões. Como empresário, sua paixão é expandir. Expandir a produção e gerar empregos. Como ser humano, ainda sobra tempo para ajudar os necessitados.

Quem o vê no seu modo simples de ser e viver, sem ostentação, até no modo de se vestir, não pode julgar as reservas de generosidade que mal esconde. Ninguém sabe o quanto destina para as entidades assistenciais. Sempre no anonimato. Segue os ensinamentos bíblicos “quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita".

Certa vez, numa pequena cidade do interior paulista, onde possui um pedaço de terra, um dos seus empregados se feriu gravemente. Levado no hospital para verificar a possibilidade de atendimento cirúrgico, o empregado se apresentou como trabalhador do Afonso. O médico, então, lhe respondeu: você agora pode ser atendido neste hospital porque o seu patrão foi quem construiu a sala de UTI e doou os equipamentos para sua implementação.

Afonso é assim mesmo. Sabe agradecer a vida. Não esconde o passado de lutas. Emociona-se a contar sua origem humilde. Todo ano, faz no dia de seu aniversário uma festa beneficente para as entidades assistenciais. Neste sábado, mais uma vez lá estaremos.

No portão de entrada, por certo, o Afonso receberá a todos, com seu grupo de colaboradores, com um puro sorriso de satisfação. As dependências do seu haras estarão todas iluminadas. Os perfumes das flores da primavera exalam por todo o ambiente. Não há um canto sequer em que não se deixe sentir pela beleza do lugar.

Mais uma vez encontraremos os amigos que se abrem em apertos de mãos e abraços, soltos, numa alegria espontânea e numa camaradagem engraçada e respeitosa.

A atração musical este ano é a dupla Cesar e Paulinho. No show, os olhares dos admiradores, desta bela dupla, se voltam ao palco. Nesta hora, que eu admiro a observá-lo. Ao lado de sua companheira Marlene, mãos coladas, ele, acostumado a fortes emoções, queda-se em sentimento de impotência e fragilidade diante do sentimento de gratidão. Os aplausos se sucedem. Como num gesto ensaiado, um “parabém pra você” é cantado. Os convidados se juntam. Os filhos e netos se aproximam. Como sustentar tamanha emoção?

Dizem os sábios que é mais fácil fazer amigos do que mantê-los. Por certo, “Fiinho”, você é feliz. Sabe cultivá-los bem próximos, com isso, leva da gente um pedaço do coração.

José Afonso Davo, com este coração de ouro, sozinho jamais caminhará.

Guaraci Alvarenga é advogado
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