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Viver a vida

Jundiaqui
8 de abril de 2019
Por Kelly Galbieri



Li algo que me chamou a atenção. E quem escreveu foi um querido amigo, alguém que admiro muito: o escritor Márcio Martelli. Dizia assim:

“Talvez a vida não tenha
sido feita para se pensar nela.
E sim, apenas vivê-la.
Você conseguiria?”

Eu sempre pensei exatamente assim. E posso dizer que consigo. Não sei se é certo ou errado. Só sei que este foi o modelo que encontrei para não enlouquecer ou para deixar de me decepcionar com as agruras da vida.

Penso que cada vez que nos debruçamos sobre um problema e pensamos, pensamos, até podemos encontrar soluções que nos acalentarão a alma, mas também corremos o risco de fazer com que o problema cresça em nosso íntimo e nos deixe meio “deprê”. Não sei se todos sentem e pensam assim, mas para mim funciona bem.

Quando algo importante acontece em minha vida, se for bom, procuro curtir cada momento, falar sobre, fotografar, pensar mesmo. Já, se não for bom... aí tento passar rapidamente sobre o ocorrido e seguir a vida.

Já ouvi algumas críticas a respeito. Até minhas filhas já me disseram que eu minimizo os problemas e não acham isso bom. Mas de verdade, odeio me sentir “down”, não gosto de ficar “ruminando” coisas ruins e por isso mesmo passo correndo pelo que não me faz bem.

Gosto mesmo é de viver a vida. De viajar com meus amigos, amor e família, conhecer gente nova, principalmente aquelas alto astral, que nos fazem rir até doer a barriga, gosto de ir a lugares que nunca fui, de comer comidas diferentes. Nada boba eu, né?

Não precisa ser coisa de fino trato, lugares exóticos ou pessoas importantes.
Precisam ser pessoas verdadeiras, aquelas que nos olham nos olhos e sentimos que estão dizendo a verdade, que tem carinho no sorriso, que tratam bem as pessoas.

Precisam ser lugares que acolham quaisquer pessoas, que não façam cara feia quando entram pessoas alternativas, casais e famílias que se amam independente da opinião dos outros.

Prefiro que sejam comidas que nunca comi para que eu aprenda a conhecer a cultura de outros lugares, ou como gosto da palavra, para conhecer a DIVERSIDADE culinária.

Ou seja, como bem questionou meu amigo Márcio Martelli: eu consigo sim apenas viver a vida. E assim quero seguir até o fim dos meus dias.
Porque se pensar no que anda acontecendo no mundo atual, acho que piro.

Kelly Galbieri é advogada. Foto: Antonio Scarpinetti
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