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A dignidade humana

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30 de março de 2018
Por José Renato Nalini

A dignidade da pessoa humana passou a ser o supra princípio, o norteador de toda a convivência na República Federativa do Brasil, tamanha a relevância que o constituinte de 1988 conferiu a esse valor.

Quase tudo pode ser associado ao conceito de dignidade humana. Mas é possível enfatizar alguns enfoques onde a pertinência é evidente e desnecessita de elucubrações para ser imediatamente apreendida por qualquer pessoa movida por altruísmo.

A educação é uma causa indissoluvelmente vinculada à dignidade humana. Sem educação, não se atinge o grau digno de sobrevivência. Não é digno privar pessoas de uma formação educacional de qualidade. Educação que é direito de todos, mas dever do Estado, da família e da sociedade.

São Paulo, com sua complexidade e imensidão, atua com desenvoltura na área de propiciar ensino diferenciado a todos os educandos. Sejam crianças, jovens ou adultos. Para muito além de manter uma Rede Pública de dimensão inimaginável em qualquer parte do Planeta, com mais de 5 mil escolas, 4 milhões de alunos e mais de 400 mil pessoas dependentes de sua bilionária folha de pagamento, procura investir em estratégias compatíveis com a 4ª Revolução Industrial.

Nenhum outro Estado brasileiro ou País investe simultaneamente em algumas áreas consideradas estratégicas para o adequado preparo das futuras gerações como aquelas impostas pelas TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação.

Em 2017 obteve-se da Assembleia Legislativa autorização para o uso de celulares em sala de aula, para finalidade pedagógica e a depender do professor, que saberá implementar a aplicação saudável desse instrumento que hoje monopoliza os brasileiros. Há mais de 200 milhões de aparelhos mobiles, atestado de que muitas pessoas possuem mais do que um celular, smartphone ou tablet. Seria ingênuo acreditar que a proibição do uso dentro da sala de aula se mantivesse incólume. A vedação impulsionaria o alunado a uma evasão que poderia se tornar definitiva, como já ocorre em inúmeros espaços.

A SED – Secretaria Estadual Digital é outra aposta da Pasta. Por ela, não apenas se oferece ao corpo docente a possibilidade de aplicação de provas online, de controle de frequência, de lançamento de matéria, como se amplia a condição de os pais realmente interessados acompanharem de perto a performance de seu filho numa escola pública.

O caderno digital já foi implementado em projeto piloto na Diretoria Regional de Ensino Norte 2, com aparente estrondoso sucesso. Aos poucos a migração do material físico para o virtual se tornará irreversível, com inegáveis vantagens para o alunado. As aulas poderão ser atualizadas, enriquecidas com as últimas descobertas, tornadas mais divertidas, com a inserção de filmes, gravuras, clips e até com a participação interativa do próprio alunado.

Reduzir-se-á a necessidade de dispendiosa estratégia para a distribuição de material físico escolar por todo o Estado, assim como evitar-se-á o triste espetáculo de alunos, ao encerramento do período letivo, destruindo o material que serviu durante o ano, como se ele não tivesse um custo suportado pelo povo.

Mais ainda, a inteligência artificial permitirá que o uso de algoritmos atue na prevenção de um dos grandes desafios que o ensino médio enfrenta em todo o mundo: a evasão. A potencialidade de abandono das aulas será oportunamente detectada e a escola terá condições de trabalhar individualizadamente o aluno candidato a assumir situação “nem-nem”, ou seja, a daquele jovem que “nem estuda, nem trabalha”. Alguns chegam a afirmar que há um terceiro “nem” a ser invocado: o não estar “nem aí”.

Não é isso o que se almeja para a criança e jovem paulista. Por isso a continuidade do trabalho sério, firme, sem desalento ou qualquer desânimo. E quem assegura que SP está na dianteira nesse processo é Paula Belizia, a jovem e dinâmica Presidente da Microsoft Internacional no Brasil, parceira da educação paulista desde sempre.

O jundiaiense José Renato Nalini é secretário estadual de Educação
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