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Bem fica! 

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3 de dezembro de 2017
Por Vera Vaia

Se engana quem acha que preso rico passa mal na cadeia!

Numa blitz dada na cela de Sérgio Cabral, foram encontrados produtos alimentícios dignos dos paladares mais refinados, tais como presunto cru, bolinho de bacalhau, queijos finos das mais variadas espécies, castanhas e outros acepipes tal qualmente  apetitosos e caros.

E não foi só isso. Lençóis limpíssimos, cinco estrelas, com milhões de fios, cobriam seu confortável colchão de espumas ensacadas. Toalhas felpudíssimas e branquíssimas transformavam seu mictório num toilet de luxo.

Enfim! O homem, até agora, estava hospedado num hotel de primeira categoria, e se achando o hóspede mais importante do "Complexo Hoteleiro” José Frederico Marques, em Benfica. Tão importante a ponto de mostrar de novo sua arrogância, desta vez à promotora que comandava a vistoria: "Você está procurando fuzil ou crack?” Pergunta ele com sua usual desfaçatez!

Ela pode não ter encontrado armas ou drogas (a única droga de lá era ele mesmo), mas o que encontrou foi uma afronta à justiça e, especialmente, à sociedade brasileira.

Só que ele, Cabral, e sua defesa acham tudo isso normal e condenam a ação da promotora: "ele é perseguido até pelo que come. Daqui a pouco será pelo que pensa. Nem mesmo preso tem sua DIGNIDADE e imagem preservadas"!

Como essa gente tem a coragem de pronunciar essa palavra, DIGNIDADE? Elas lá sabem o que significa?

Mas nesse nosso Brasilzão querido, já é de praxe ver o poste mijar no cachorro.

Aqui prevalece a “lei” do quem pode mais chora menos e os bandidos usam seus poderes (leia-se $) para conseguirem o que querem nos presídios, com ajuda de funcionários corruptos e de advogados idem.

Mordomias já foram encontradas em celas de líderes de facções criminosas, só que não chegam nem perto dessas do ex-governador. Aliás, as do Cabral, devem até provocar uma certa invejinha neles. A maior entrada de comida, de que se tem notícia, aconteceu na Penitenciária de Aparecida de Goiania em 2014. Mais de mil espetinhos foram encomendados por um traficante que organizou uma festa na cadeia. (Espetinhos, seu traficante? Que mixo! Uma festa regada a queijos finos e bolinhos de bacalhau é muito mais chique! Pergunte ao pessoal dos guardanapos na cabeça)!

E por falar em bandido e por falar em mixo, o mico da semana ficou com o Deputado Celso Jacob do PMDB do Rio de Janeiro.

Jacob foi condenado a sete anos  de prisão por fraude em licitações e falsificação de documentos, quando foi prefeito de Três Rios (RJ). Ele está cumprindo a pena em regime semiaberto, e por decisão de algum juiz clemente, ganhou o absurdo direito de sair para trabalhar na Câmara dos Deputados, durante o dia. Depois do expediente, voltava para dormir na cadeia. E numa dessas saídas, antes de voltar para a Papuda, seu segundo lar, passou num mercado, comprou biscoitos e provolone. Mas sabendo que não podia entrar na casa  com alimentos, espertamente, escondeu tudo na cueca.

Foi pego, castigado com sete dias no isolamento e ainda perdeu a mamata de sair pra trabalhar. (Arre! Caiu a ficha, dona Justiça?)

E tudo isso por causa de um queijo artificialmente (ou seria naturalmente?) "aromatizado"!

Vera Vaia é jornalista



 
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