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Briga de Foice!

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4 de agosto de 2018
Por Vera Vaia

Eu não queria falar do último "Roda Viva" com o candidato à presidência Jair Bolsonaro, porque o assunto já foi exaustivamente debatido nas redes sociais, nos jornais, e até nas filas dos supermercados. Mas daí falar sobre o quê, senão do espetáculo circense que foi esse programa? (Confesso que preferia estar falando de amenidades como tricô, crochê, refogados, assados, bolinhos de chuva... ou sobre qualquer outra coisa mais fácil de digerir, do que foi essa exposição).

De um lado, leões famintos querendo devorar a presa. Do outro, a besta fera fugindo pra toca, toda vez que se sentia ameaçada.

Ninguém entendeu até agora o que aqueles jornalistas pretendiam com aquela inquirição. Tocaram em assuntos que todo mundo já está careca de saber. Não precisamos deles pra saber que o Bolsonaro atira pra tudo quanto é lado. Que já rasgou seda pro Lula, votou nele para presidente em 2002 e ainda sugeriu o nome de José Genoíno para o Ministério da Defesa. Que idolatra o coronel Carlos Alberto Ulstra, famoso por comandar o pelotão de tortura do DOI-CODI durante a Ditadura Militar.

Que, como deputado, votou contra o Plano Real, só de vingancinha, porque não tinha conseguido benefícios pros militares (e o Brasil que se exploda e que se afogue na inflação de 97%, afinal farinha pouca, meu pirão primeiro, né?).

Que já deu várias demonstrações públicas de homofobia (na entrevista ele diz que não é homofóbico, mas que é contra os livros escolares que “incentivam” o menino a brincar de boneca. Deve ser por isso que ele tem se deixado fotografar com crianças no colo, mostrando a “arminha” que fazem com o dedo, uma brincadeirinha inocente ensinada pelo titio Jajá).

Que nega, acintosamente, que o Brasil tenho sofrido um golpe militar em 1964 (ele é o PT ao contrário).

Que ainda defende a tese de que o jornalista Vladimir Herzog pode mesmo ter se suicidado.

Que em 28 anos de deputância, só conseguiu aprovar dois projetos dos 176 apresentados, e tals!

O que de fato precisava ser perguntado, não foi. Como, por exemplo, como ele pretende governar sem fazer alianças (até tentou uma com o PR do “idôneo” Valdemar Costa Neto, condenado a 10 anos de prisão no processo do Mensalão, mas não teve casamento), como ele vai resolver os problemas da saúde e da educação (não a dele e a dos filhos, embora estejam precisando. Vez por outra aparece um deles no Twitter com postagens do nível “você já cheirou uma virilha hoje”?), enfim, que soluções teria pro caos político e econômico que assola o país? Mas nada disso aconteceu.

No balanço geral, o programa foi uma briga de foice no escuro entre combatentes de extrema esquerda com o da extrema direita.

Quem ganhou com isso?

Ganhou quem mudou de canal!

Quanto a mim, vou voltar aos assuntos citados acima, porque já estou com o estômago embrulhado de falar sobre esse.

Ah, e se alguém quiser uma dica, aqui vai: incorpore duas colheradas de fubá à massa do bolinho de chuva, que ele fica mais sequinho e muito mais gostoso! Hummmmm!

Vera Vaia é jornalista

 
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