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Celular em sala de aula

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21 de novembro de 2017
Por José Renato Nalini

O Governador Geraldo Alckmin atendeu à demanda do alunado paulista e sancionou a lei que autoriza o uso pedagógico do celular em sala de aula. Mostrou-se sensível a um clamor generalizado entre os jovens da Rede Pública da Educação Estadual.

Não há como negar que a 4ª Revolução Industrial transformou o mundo. As comunicações avançaram de maneira tal, que a ficção científica restou superada. Qualquer exercício de futurologia se viu frustrado pelos avanços tecnológicos que disponibilizaram um arsenal de equipamentos eletrônicos de múltiplas funcionalidades.

A infância e juventude são as principais usuárias de celulares, smartphones, tablets, notebooks e computadores. Como serão as primeiras a se acostumarem com o que ainda virá: a internet das coisas, a robótica, a nanotecnologia, a wearable technology, ou as tecnologias vestíveis, tudo aquilo que confirma a evidência inafastável: a circuitaria neuronal das novas gerações é inteiramente digital, enquanto que a das gerações mais experientes é analógica. O mergulho nessa era é irreversível, queira-se ou não.

A utilização de todos os aparelhos que permitem a instantaneidade de palavras, sons e imagens, ultrapassando limites territoriais e fronteiras, é um hábito que contaminou legiões. Para o bem e para o mal, as redes sociais dominam: imperam soberanas e impõem hábitos, costumes, mudam linguagem e comportamento. Transformam, profundamente, o convívio e a fisionomia da sociedade.

Como impedir que aquilo que faz parte do cotidiano dos jovens seja ignorado pela escola? A alteração da lei respeita a autonomia docente. O professor é que saberá se a utilização do celular atenderá à finalidade pedagógica. E muitos docentes já se servem dos benefícios desse instrumento de busca de um infinito acervo de conhecimento. Um mobile permite ao usuário o acesso às maiores e melhores universidades do planeta, às bibliotecas mais famosas, além de museus e institutos científicos. O que dizer dos milhões de textos, inclusive obras clássicas, já disponíveis porque agora são de domínio público?

Pesquisa empírica mostra que a imensa maioria dos estudantes já possui o seu celular. Mas a Secretaria da Educação ainda disponibilizará, gradualmente, além do wi-fi e da banda larga em todas as escolas estaduais, o tablet e a conectividade que fará o link entre nossos jovens e o universo mágico desta idade virtual. O mundo mudou. E mudança significa: quem não muda, …dança!

José Renato Nalini é secretário da Educação do Estado de São Paulo

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