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Como será 2025?

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20 de julho de 2018
Por José Renato Nalini

Faltam apenas sete anos. Mas segundo os informes do Fórum Econômico Mundial, com seu relatório “Deep Shift”, os impactos que ocorrerão até lá vão modificar ainda mais nossa vida.

Os pontos de inflexão mostram que dez  por cento das pessoas usarão roupas conectadas à internet. Noventa por cento da população contarão com armazenamento ilimitado e gratuito, financiado por propaganda publicitária. Um trilhão de sensores conectados à internet. Já estará em ação o primeiro farmacêutico robótico dos Estados Unidos.

Dez por cento dos óculos de leitura estarão conectados à internet. Será produzido o primeiro carro impresso em 3D. Já existirá o governo a substituir o censo por fontes de big-data. Haverá telefone celular implantável e comercialmente disponível.

Cinco por cento dos produtos aos consumidores serão impressos em 3D. Noventa por cento da população terá e usará smartphones. A mesma percentagem terá acesso à internet.

Carros sem motorista chegarão a dez por cento de toda a frota automobilística. Haverá transplantes de fígado impresso em 3D. Trinta por cento das auditorias corporativas serão realizadas por Inteligência Artificial. Haverá arrecadação de impostos através de um blockchain. Dez por cento do produto interno bruto mundial será armazenado pela tecnologia blockchain.

Mais de cinquenta por cento do tráfego de internet será voltado para os utilitários e dispositivos domésticos. Globalmente, haverá mais viagens e trajetos por meio de partilha do que em carros particulares. Haverá cidade sem semáforo, independentemente do número de pessoas.  A primeira máquina de Inteligência Artificial integrará um Conselho de Administração.

Não se exclui a possibilidade de outros avanços, hoje ainda não detectados. A mutação causada por essa escalada científica e tecnológica afetará profundamente a economia, a sociedade, a cultura e o convívio entre as pessoas.

O mais importante é garantir que o desenvolvimento não separe ainda mais as pessoas, entre as que são servidas por esse arsenal de novidades e aquelas que vão continuar excluídas. Esse o principal desafio posto a uma era em que as pessoas se mostram egoístas, consumistas e insensíveis. Ressalvadas as honrosas e cada vez mais raras exceções.

José Renato Nalini é desembargador, reitor da Uniregistral, escritor, palestrante e conferencista
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