Jundiaqui
Jundiaqui

Ela chegou e não vai mais embora

Jundiaqui
4 de dezembro de 2017
Por José Renato Nalini

Alguém ainda pensa que inteligência artificial é ficção científica? Ela chegou e veio para ficar. Não vai mais embora. Quem não se acostumar com ela, tende a se tornar descartável.

Na verdade, ela veio para nos ajudar. Faz com perfeição aquilo que é mecânico, automático, repetitivo. Exemplo: ao digitar mensagem no celular, a correção ortográfica ou a sugestão do que virá a seguir é resultado do uso da inteligência artificial.

Ela está nos diagnósticos, na seleção de candidatos a cargos, escolhe as melhores oportunidades para os bons pagadores, as taxas de juros mais sedutoras, além de conseguir responder a dúvidas jurídicas com acerto maior do que a resultante do uso da inteligência humana.

Tudo aquilo que depende de raciocínio lógico, rápido e previsível, pode ser delegado à inteligência artificial. Aquilo que demoraria para o ser humano detectar, ela consegue fazer em segundos. Cruza informações quais dados estatísticos e atitudes comportamentais, propiciando análises mais precisas e mais consistentes.

Quem não se lembra do Watson, a plataforma de inteligência artificial da IBM, que conseguiu vencer campeões humanos em xadrez? Pois esse gigante da inteligência artificial está disponível para empreendedores e pequenas empresas, mediante a plataforma de serviços na nuvem IBM Bluemix. Foi através dela que a Mecasei.com, startup brasileira que funciona como assistente pessoal de casamentos conseguiu entrar nesse mercado pioneiro.

É natural que o novo assuste. Quantos não estão convencidos de que a inteligência artificial os tornará descartáveis.

Isso ocorre com frequência na História. A primeira revolução industrial não acabou com a atividade humana. Assim como o desaparecimento de algumas profissões não impediu, ao contrário, incentivou o surgimento de outras.

O intuito da computação cognitiva não é tornar o homem obsoleto. É um auxiliar do ser humano que poderá inspirá-lo a ser ainda mais criativo e a utilizar o seu tempo disponível, que a sobra na eliminação de tarefas repetitivas e automáticas gerará, para ser mais receptivo ao relacionamento com outros seres humanos. É de compreensão que o mundo sente falta. E a inteligência artificial não é inimiga da sensibilidade.

José Renato Nalini é secretário da Educação do Estado de São Paulo

Jundiaqui
Você vai
gostar de

Fotos de Marília Scarabello trazem sobreposições em braile

Mostra fica em cartaz até dia 29 na Galeria de Arte Fernanda Perracini Milani

O show não podia parar

Carlos Pasqualin escreve sobre o adeus do Circo Ringling Bros, o mais antigo do mundo

TVTEC abre inscrição para 60 vagas em três cursos na segunda

As ofertas são para formar assistentes de produção e editor de vídeos para redes sociais

Estreia do bloco do Sombra ficou para novembro

Plano inicial era fazer um Carnaval em pleno inverno no Parque da Uva, mas…
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.