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Exército que nos orgulha no Brasil e na África

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25 de fevereiro de 2018
Por Nelio Fernando dos Reis

Nenhuma nação pode abrir mão de ter um Exército forte, que se prepara intensivamente para algo que espera que nunca ocorra. É preciso ter essa capacidade ociosa, sempre, para estar pronto para dar uma resposta quando for necessário.

A ONU afirmou desejar que o Brasil envie 750 militares para uma missão de paz na República Centro-Africana antes de maio de 2018. Contudo, o orçamento limitado pelo teto dos gastos públicos e as demandas reprimidas podem ampliar a dificuldade do Exército Brasileiro.

O Exército é formado pelo povo. Jovens que o incorporam e após um ano são exonerados. Tem sido chamado e tem prestado excelente serviço em diversos eventos internacionais sediados pelo Brasil, tais como: a Conferência da ONU para o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), realizada em 2012; a Copa das Confederações (2013); a visita do papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude (2013); a Copa do Mundo (2014); e a Olimpíada do Rio (2016). Atuação brilhante desses jovens brasileiros.

O Exército também já foi convocado para patrulhar as ruas das cidades da Bahia, do Espirito Santo e Rio Grande do Norte, quando ocorreram greves de policiais militares. Além de participar de operação integrada em presídios e ações de Garantia da Lei e da Ordem em Brasília e Rio de Janeiro. Sempre com excelência.

A ONU fez convite e pede urgência para que o Exército Brasileiro participe da Minusca (Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para Estabilização da República Centro-Africana) em 2017. A experiência bem-sucedida no Haiti fez o Brasil ser escolhido para ajudar a conter ataques de rebeldes à população civil na Minusca. Em 13 anos de Haiti, estima-se que foram gastos R$ 2,5 bilhões, dos quais metade já voltou para os cofres brasileiros. Exemplo aos políticos.

A Minusca deve ocorrer em região de selva. Os desafios logísticos para enviar equipamento pesado à região são enormes. As chuvas são intensas, provocando o fechamento de estradas e interrompendo comunicações por terra em diversas cidades. O Exército dribla o corte orçamentário para se preparar, ajudando o Brasil e o mundo. Mão amiga e braço forte.

Orçamento limitado por teto pode deixar Exército cada vez mais obsoleto. A limitação de equipamento é condicionante da capacidade operacional e fator de desmotivação para carreira militar. Exército usa o mesmo fuzil há mais de 45 anos. Carros, barcos e helicópteros são escassos nas unidades. Equipamentos de comunicações estão ultrapassados. Até pouco tempo fardas de soldados desbotavam após serem lavadas. Sistema de monitoramento de fronteiras são insuficientes, mas os militares estão lá. Continua firme no cumprimento da missão constitucional.

Enfim, o Livro Branco de Defesa Nacional é um documento esclarecedor sobre as atividades de defesa no Brasil e um estímulo à discussão da temática pelo povo. Sugiro a leitura. Prevê desenvolvimento e projeção internacional com foco em conquistar assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Tornar o Brasil grande. Sendo assim, mesmo diante de corte orçamentário o Exército dá sua contribuição e nos orgulha no Brasil e na África. Exemplo a ser seguido por todas as instituições brasileiras.
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