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A hora e a vez da população T

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13 de janeiro de 2018
Por Kelly Galbieri

Chegou o ano de 2018 e janeiro já trará aos jundiaienses um evento para dar voz à população T. Será comemorado no próximo dia 29 o Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais. Eu diria: Jundiaí, mostra a tua cara!

Temos uma infinidade de problemas de saúde, de aceitação, de preconceito que envolvem essas pessoas; mas muitos não querem sequer saber como são, como vivem ou do que precisam para ter sua segurança resguardada.

Acho que vale a pena definir para quem não conhece o que é um transexual:
TRANSEXUAL é uma pessoa que, ao nascer, foi designada a um sexo diferente ao do gênero a que entende pertencer.

Por exemplo: nasceu com pênis, é do sexo masculino.

Contudo, já na infância ou depois que cresceu percebeu que se entende como mulher – trata-se de uma mulher trans.

Mas há que se explicar o que poucos conseguem compreender. Essas pessoas podem ou não ser gays, lésbicas, pan ou bissexuais. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Quando falamos de transexualidade, falamos de identidade de gênero. E quando falamos de gays, lésbicas, bi ou pansexuais, falamos de orientação sexual. Coisas distintas.

Então homens ou mulheres trans podem ser homossexuais (se sentirem atraídos pelo mesmo gênero ao qual entendem pertencer), heterossexuais (se sentirem atração pelo gênero oposto ao seu), bissexuais (se sentirem atração por ambos os gêneros) ou pansexuais (caso se sintam atraídos pelos dois gêneros, por pessoas trans, ou seja, por pessoas, sejam elas quem forem.

Sei que nem todos estão preparados para todas essas informações, mas de qualquer maneira, querendo ou não, elas existem. E, de acordo com Judith Butler, em outras palavras ela disse que este movimento agora está escancarado e não tem mais volta. É hora de abrirmos os olhos para o mundo trans.

Então, entendo que depois da exploração do personagem Ivana/Ivan na última novela global, as pessoas passaram a enxergar o sofrimento e a descoberta de cada um daqueles que encontramos na rua, no trabalho, na revista, no jornal, no mundo...

Precisamos falar sobre o assunto, trazer à tona as maneiras como elas usam hormônios e silicone e as consequências destas atitudes desesperadas para se reconhecerem em seus corpos.

Enquanto empurrarmos tudo para debaixo do tapete, fazendo de conta que estas pessoas não existem, as jogamos profundamente às doenças consequentes destes atos, à depressão e ao suicídio.

E nós, enquanto sociedade temos nossa parcela de culpa sim. Por não tentar dar visibilidade e nem enxerga-los como iguais.

Portanto, vamos comemorar o dia 29 de janeiro: Dia Nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais!

Kelly Galbieri é advogada e assessora de Políticas para a Diversidade Sexual de Jundiaí
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