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Matemática divertida

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14 de novembro de 2017
Por José Renato Nalini

Uma Olimpíada que une crianças de cinco países tem o propósito de estimulá-las a enxergar a matemática de outra maneira. Matemática atraente, divertida, sedutora. Simultaneamente, a matemática salvadora do futuro. Não há condições de vencer os desafios da 4ª Revolução Industrial, se não tivermos gerações qualificadas nas ciências exatas, das quais a matemática é pressuposto imprescindível.

Lembra Yuval Noah Harari, no best-seller “Sapiens”, que “durante a maior parte da história, a matemática era um campo hermético que até mesmo as pessoas instruídas raras vezes estudavam seriamente. Na Europa medieval, a lógica, a gramática e a retórica formavam o núcleo educacional, ao passo que o ensino de matemática quase nunca ia além da simples aritmética e geometria. Ninguém estudava estatística. A monarca incontestável de todas as ciências era a teologia”.

Mas o mundo mudou: “Hoje, poucos estudam retórica; a lógica está restrita aos departamentos de filosofia, e a teologia, aos seminários. Mas cada vez mais estudantes são motivados – ou forçados – a estudar matemática. Há um movimento irresistível rumo às ciências exatas – definidas como “exatas” por usarem ferramentas matemáticas. Até mesmo áreas de estudo que tradicionalmente faziam parte das humanidades, como o estudo da linguagem humana (linguística) e da psique humana (psicologia), se apoiam cada vez mais na matemática e tentam se apresentar como ciências exatas. Os cursos de estatística hoje são parte dos requisitos básicos não só da física e na biologia, como também na psicologia, na sociologia, na economia e na ciência política”.

Só o direito ainda resiste e não se preocupa com o crescimento de seu custo, o prejuízo da ineficiência, o tempo que se leva para obter uma decisão que nunca é definitiva, tal o cipoal normativo e o caótico sistema recursal que sempre abre oportunidade para um reexame.

Seja como for, as crianças precisam ter consciência de que para sobreviver daqui a alguns anos, será essencial dominar o universo matemático. Nada como começar com propostas sedutoras como a Olimpíada BRICSMATH.Com. É uma olimpíada online em grande escala para alunos do ensino fundamental dos BRICS, em quinze línguas diferentes: inglês, russo, chinês, português, hindu e em todos os idiomas oficiais da África do Sul. Essa iniciativa alavanca a implementação dos objetivos gerais do Grupo BRICS sobre o desenvolvimento da educação.

O intuito é a popularização da matemática, desenvolvimento do interesse pela disciplina, união de crianças de diferentes partes do planeta, com eliminação das fronteiras. Consistem em brilhantes exercícios interativos em forma de jogo. As tarefas ensinam a pensar mais do que o quadro usual, mas não exigem conhecimento aprofundado do currículo escolar. Cada criança pode se desenvolver, independentemente de seu nível de conhecimento, nível social e sua localização.

Para participar, basta dispor de qualquer dispositivo mobile – celular, smartphone, tablet, notebook, computador convencional – e ter acesso à internet.

A participação gratuita deve ser feita no site bricsmath.com e os alunos, com seus logins e senhas, entram no site e resolvem os exercícios. A navegação básica vai até 15 de novembro e o tempo para resolução dos exercícios é de 60 minutos, em qualquer dia e horário, dentro do período de realização.

É uma verdadeira festa da matemática. Ao término, todos os alunos receberão diplomas que estarão disponíveis no gabinete pessoal e os professores poderão imprimi-los e premiar todos os participantes na escola. A Secretaria da Educação de São Paulo pretende também premiar as escolas que mais participarem desse momento mágico. É a tecnologia a serviço de uma educação antenada com as urgências do amanhã.

Ainda há tempo de participar. Os pais devem incentivar seus filhos, os professores precisam estimular seus alunos, os diretores motivar o corpo docente e se isso acontecer, o Brasil poderá mostrar que está interessado em reduzir a distância que o separa dos Países que estão nos primeiros lugares do exame PISA, cuja última versão, em 2015, mostrou quadro que exige uma reação séria.

Entre já no bricsmath.comÉ só até o dia 15 de novembro!

José Renato Nalini é secretário da Educação do Estado de São Paulo
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