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Ne me Quitte Pas!

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28 de abril de 2018
Por Vera Vaia

Apesar da extensa lista de mulheres que já passaram pelas mãos do Trump, antes e depois de Melania (já foi casado com com a atriz e apresentadora de concurso de beleza, Marla Maples, com Ivana Zelnícková, namorou Carla Bruni, atual senhora Sarkozy, bateu uma bolinha com Gabriela Sabatini, desfilou em quartos de hotéis, com as modelos Rowanne Brewer Lane, Kara Young, Allison Giannini e mais umas trocentas das quais não tivemos conhecimento e outras de somenos importância, além de ter papado coelhinhas da Playboy e a atriz pornô Stormy Daniels, a mulher que recebeu 130 mil dólares por uma trepada e por um silêncio eterno), parece que quem balançou mesmo seu coraçãozinho cheio de amor pra dar, nos últimos dias, foi o piteuzinho francês Emmanuel Macron.

Nunca se viu um Trump tão carinhoso como esse de agora. Tirou caspa (caspa, eu?) da gola de Macron para “deixá-lo perfeito” para a foto, enquanto fazia uma declaração de amor: “é realmente, realmente ótimo estar com você, e você é um amigo especial”. E para mostrar mais ainda seus sentimentos, conduziu Macron pelas mãos até o Salão Oval da Casa Branca, como se fossem um casal de namoradinhos apaixonados. O encontro teve até beijos nas bochechas, para provar que aquele biquinho de pronunciar “fake news” também serve para acarinhar.

Mas como todo romance tem lá um lado não tão cor de rosa, Emmanuel Macron aproveitou o encontro para descer o cacete (mas sem perder a ternura) no presidente americano e nas suas ideias nacionalistas e isolacionistas.

Tentou persuadir Trump a manter o acordo nuclear com o Irã (acordo feito em 2015 entre grandes potências, inclusive os EUA, na época, sob o comando de Barack Obama, e que visa, entre outras coisas, impedir que o Irã construa uma bomba atômica), a voltar a apoiar o Acordo de Paris (mas parece que Trump não acredita nas mudanças climáticas) e aproveitou pra dar uma cutucada na sobretaxação para a importação de aço e de alumínio, argumentando que isso afetaria o comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia. (Mas parece que Trump está cagando e andando pra isso também).

Um dia depois do encontro com o presidente americano, Macron rasgou o verbo para os jornalistas americanos e boquirrotou: “a minha impressão -eu não sei o que o seu presidente vai decidir - é que ele vai se livrar do acordo por conta própria, por razões internas”. Em outras palavras, “gastei saliva à toa”!

Porém já se sabia que seria difícil convencer o homem cor de laranja, n’est pas mon chéri, Macrrrron? Mas não fique chateado! O pato Donald é mesmo duro na queda. Não leve para o lado pessoal e, principalmente, não pense que ele não acatou seus conselhos só porque você tem caspa!
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