Jundiaqui
Jundiaqui

O quarto poder

Jundiaqui
3 de abril de 2018
Pelo Dr. Didi

Uma vez, durante um curso de pós-graduação, um dos professores perguntou: - "QUEM É O QUARTO PODER"?

Ninguém respondeu.

Para ele o QUARTO PODER é o MINISTÉRIO PÚBLICO.

Tem um filme do Costa-Gravas com Dustin Hoffman e John Travolta que trata a mídia como o quarto poder.

Há no Brasil quem considere a Rede Globo como o quarto poder. Se for pela influencia da mídia no nosso dia-dia, pode ser.

Mas, pode ser, também, o sistema financeiro, representado pelos três conglomerados - Itaú, Bradesco e Santander. Estão no comando do Ministério da Fazenda e ditam as regras do Sr. Mercado.

Mas é do poder da Procuradoria Geral da República  que vem a esperança da Sociedade Civil Organizada em um futuro mais limpo. Aí incluso o sistema político, o combate ao crime organizado, a saúde e o meio ambiente através de suas promotorias.

Antes a função do promotor público era relegada a um segundo plano.

Ficávamos com inveja dos americanos que levam a função do promotor público como tão relevante quanto a do prefeito, do delegado etc.

Lá são eleitos pela população, para que não fique dúvida quanto a sua isenção.

Aqui são por concurso público. O que é correto. Mas, quando são elevados ao topo da carreira, entra a indicação política do governador é do presidente da República, apesar das listas tríplices.

Efeito da Lava Jato, o Ministério Público ganhou notoriedade e respeito, aliado ao trabalho de investigação da Polícia Federal.

São resultados improváveis em outros tempos. Com FHC, o procurador Geral da República era o Dr. Geraldo Brindeiro, também conhecido como o "engavetador geral da República".

Dra. Raquel Dodge nos surpreende a cada momento. Já pedi-lhe perdão, pois todos achavam que seus olhos azuis e doce voz eram de Temer que agora treme, não por flechas de bambu do Janot e sim por ações calcadas em investigações sérias que abalam os alicerces podres da nação.

Na calmaria da Semana Santa o chocolate derreteu-se no calor do Planalto e a enxurrada de prisões parecem "as águas de março fechando o verão" numa promessa de tempos melhores para a nação.

Que venha agora mais emoções, quiça com a negação do "habeas- corpus" de Luis Inácio.

Que saiamos do triste lugar de ser o único pais filiado a ONU (194 ao todo), que precisa de terceira, quarta, quinta instância para apenar criminosos do colarinho branco.

Até!

Diógenes Augusto Archanjo da Silva, o Dr. Didi, é médico ortopedista

Jundiaqui
Você vai
gostar de

O ponto

Um ponto final significaria o fim de tudo ou seria só um acidente de digitação, pergunta Cláudia Bergamasco

Fragmentos de mata, afrofuturismo e os índios

Por José Arnaldo de Oliveira

Nossas mulheres, nossas canções

Por Guaraci Alvarenga

Pai do ‘Batman’ jogou e fez só um gol pelo Paulista de Jundiaí

Isso foi em 1994. Hoje, Neymar pai vê o filho assinar o maior contrato da história do futebol
Jundiaqui
Artigos assinados não representam a opinião do site. Esse conteúdo é de responsabilidade exclusiva de seu autor.