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Oi, gostosa!

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13 de janeiro de 2018
Por Vera Vaia

O mundo se acabando em fogo, água, lama, neve e quase guerra (basta que o Menino Maluquinho e o Homem Laranja apertem seus botões), e o povo aqui discutindo se o Fiu, Fiu do pedreiro pode ser considerado assédio, ou se, se chamar alguém de gostosa na rua, é caso para processo!

Esse assunto acabou virando uma febre desde que Harvey Weinstein, o produtor roliudiano foi acusado de assédio sexual por uma pá de artistas. De lá pra cá não para de aparecer as MeToo, que quer dizer Eu Também em português, e que dá o nome à campanha de combate ao assédio, lá nos esteites.

É denuncia de gente que foi assediada, estuprada, acariciada, cantada e até de gente que nunca foi nem paquerada, mas que está aproveitando a onda para ganhar seus cinco minutos de fama.

Muitos nomes de famosos já foram envolvidos, e, como quemtemcutemmedo, Michael Douglas já foi se adiantando e se defendendo de uma possível acusação de uma ex-funcionária que teria sido assediada por ele. Isso teria acontecido há mais de trinta anos, quando ele ainda levava a fama de comedor contumaz! (Contumaz, melhor)!

Em contrapartida, uma centena de intelectuais e de artistas francesas, entre elas a sempre bela da tarde Catherine Deneuve, assinaram um manifesto contra o "puritanismo" sexual de Hollywood. Elas acham que tem muito mimimi nisso tudo, e  defendem o direito do homem ser galanteador, mas concordam que estupro é crime.

E é! Em casos de estupro, todas nós mulheres, concordamos que o mal deve ser cortado pela raiz. No cotó, mesmo!

Só que de repente, tudo virou assédio, e isso está dando um nó na cabeça das pessoas. Estão todas pisando em ovos.

E como cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, é melhor, daqui pra frente que os paqueradores, especialmente os que paqueram colegas de trabalho, sejam mais prudentes e, quem sabe, possam seguir uma linha padrão de se fazer a corte.

Tem aqui um modelo de e-mail que poderá ser copiado pelos interessados, sejam eles homens ou mulheres:

Minha (meu) dileta (o) colega de trabalho,

Venho pelo presente, manifestar meu interesse por sua pessoa, já que estou desenvolvendo um sentimento de afeto pela (o) senhorita (o).

Gostaria de poder expressar, sem ofender, claro, minha admiração pelos seus dotes físicos, que tanto me atraem. Prometo que se for correspondido (a) nessa intenção de aproximação, serei respeitoso (a) e se, em algum momento, nossos lábios vierem a se tocar, vai ser com a devida aprovação de vossa (o)  senhorita (o), manifestada por escrito em papel timbrado e lavrada  em cartório. Se o relacionamento seguir adiante e houver junção carnal consensual, será diante de, pelo menos, três testemunhas idôneas, para que, no caso de rompimento futuro da relação, não venha ocorrer acusação de assédio ou de estupro.

Sendo só o que se me apresenta para o momento, e no aguardo de uma resposta positiva de sua parte, despeço-me mui atenciosamente.

C/C para a Chefia e para todos os outros funcionários.

Vera Vaia é jornalista
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